'Arte.TV' mostra outro ângulo de obras e artistas consagrados

Equipe do programa teve acesso exclusivo a quadros de museus importantes, como o MoMA, em Nova York

João Fernando, O Estado de S. Paulo

13 Dezembro 2014 | 07h00

Imagine ter o MoMa, Museum of Modern Art, em Nova York, vazio, à sua disposição. Esse foi o privilégio da equipe do Arte.TV, programa que estreia neste sábado, às 17h30, no canal Arte1. A atração percorre importantes espaços de arte do Brasil e de outros países para abordar aspectos sociais, culturais e até de economia de obras e artistas de diferentes vertentes.

"Só havia a gente no MoMA e a gente podia ficar lá o tempo que quisesse, mas com todo o cuidado", conta Cassia Dian, que divide a direção com David Feldon. "A tinha de enviar a lista de todo o equipamento e até da intensidade da luz", revela o codiretor.

Na estreia, são mostradas histórias que giram em torno dos quadros O Grito, de Edvard Munch, e Retrato de Adele Bloch-Bauer, de Gustav Klimt. Historiadores, colecionadores de arte e diretores de museus dão detalhes da trajetória das obras. O Arte.TV explica como as peças têm relação até com quem investe na bolsa de valores, porém, de maneira objetiva.

 

"A ideia não era fazer um programa cabeçudo, é para ser acessível", detalha Cassia. "O desafio era atender a todos os públicos. Quem não tem conhecimento vai aprender, quem já tem vai ter mais. Porém, sem ser uma aula", compara David Feldon, que teve a ideia de fazer um programa durante um almoço com a mãe, Marcia Feldon Borger, que trabalha no mercado de arte.

Além de galerias a céu aberto, como Inhotim, e salas de dança, como a do English National Ballet, em Londres, a equipe esteve nos leilões milionários no exterior. Cassia Dian ficou impressionada com a experiência em um leilão da Sotheby's. "A cinegrafista e eu estávamos fazendo imagens de um pequeno quadro do Van Gogh. Uma mulher ao telefone viu o valor, US$ 20 milhões, e disse para a pessoa com quem conversava que o preço estava ótimo. Ficamos uma olhando para a cara da outra. É um universo muito particular", relembra.

Colecionadores estrangeiros falam abertamente sobre seu acervo. De acordo com David, foi mais complicado convencer os tupiniquins a dar seu depoimento. "No Brasil, em relação à segurança, é difícil. Eles não querem se expor, pois são bens valiosos. Fora do País, eles já estão acostumados."

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