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Arte brasileira em suas caminhadas pelo mundo

Artistas revelam seu processo criativo e influências em programa de TV

Roberta Pennafort, Rio - O Estado de S.Paulo

21 de março de 2014 | 19h00

As cores de Beatriz Milhazes em Paris, Londres e no Rio. As formas surpreendentes de Tunga expostas em Inhotim e na Provence, na França. As buscas de Jonathas de Andrade por Recife, São Paulo, Amã, na Jordânia, e Oslo, na Noruega. As tramas de Ernesto Neto no Guggenheim de Bilbao, na Espanha. Arte Brasileira, programa que o GNT estreia neste domingo, 23, apresenta um pouco da estética e do processo criativo desses e de outros nomes importantes da arte contemporânea e sua inserção no calendário de instituições internacionais e em coleções particulares.

São oito episódios - completam a lista Luiz Zerbini, Adriana Varejão, Vik Muniz e Renata Lucas - e muitas revelações. Em visita, na capital francesa, ao Museu do Quai Branly, famoso por sua coleção de arte primitiva, Beatriz Milhazes fala de seu fascínio pela arte popular, "da manifestação humana no sentido de tentar fazer algo mais belo", do interesse por moda e por mercados de rua. E de como a arte tribal a inspirou a criar suas últimas peças, incluídas na exposição "O círculo e seus amigos", mostrada em São Paulo no fim do ano passado.

No ateliê carioca, ela mostra como pinta folhas de plástico e as aplica nas telas: diversas, sobrepostas, com seu vestígios deixados aparentes. "A cor sozinha não me interessa, não consigo dissociar cor e forma", conta. A produção é lenta, como cita Ticiana Correia, diretora da galeria londrina Stephen Friedman, entrevistada na última edição da feira Frieze, em Londres. "Temos uma lista de espera de 60 nomes. Beatriz trabalha com quatro galerias no mundo e todas sabem que cada obra demora quatro anos para chegar".

O diretor e roteirista da série, Alberto Renault, flanou com os artistas pelas cidades visitadas e ouviu colecionadores, curadores e críticos. Buscou pontos de vista de todos os envolvidos na cadeia da obra de arte. "Quis ser abrangente, mostrar artistas que trabalham em diferentes suportes, escultura, vídeo, instalação, pintura, sem ficar restrito a Rio e São Paulo. É um grupo que representa a arte brasileira", acredita o diretor, que idealizou o programa a partir de seu "Casa Brasileira", também do GNT, focado em arquitetura e design. "Os episódios mostram que o processo do artista é a obra dele, é a sua maneira de estar no mundo."

Tunga visita o Museu Nacional de Arqueologia e revela, acendendo um isqueiro, que, para ele, "tudo começa com uma coisa muito simples... a luz". Ernesto Neto se diz, com orgulho, um artesão. "O artista é aquele que lida com coisas sofisticadas, mas com a mão". Sucesso pop mundial, Vik Muniz lembra que por boa parte da vida não pensou em fazer arte. O programa é uma coprodução do GNT com a Rio Filmes e a Hungry Man. 

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