Andrew Kelly/Reuters
Andrew Kelly/Reuters

Apresentador Larry King morre aos 87 anos após contrair covid-19

Famoso apresentador de TV estava internado desde o final de dezembro para tratar infecção por covid-19, segundo imprensa norte-americana

Redação, O Estado de S.Paulo

23 de janeiro de 2021 | 10h13
Atualizado 26 de janeiro de 2021 | 09h37

O apresentador americano Larry King morreu aos 87 anos na manhã deste sábado, 23, em Los Angeles, no hospital Cedar-Sinai. Conhecido pelo programa de entrevistas Larry King Live, do qual esteve à frente por 25 anos, ele foi internado no dia 2 de janeiro para tratar a covid-19, segundo a imprensa norte-americana. Ele havia operado de um câncer do pulmão em 2017 e tinha diabete tipo 2. O anúncio, no entanto, não especifica a causa da morte.

A morte foi confirmada em seu perfil oficial no Twitter. "Durante 63 anos e por meio de diferentes plataformas de rádio, televisão e mídias digitais, as milhares de entrevistas, premiações e aclamação global atestam o talento único e duradouro de Larry como comunicador", diz o texto divulgado na rede.

Um dos apresentadores mais icônicos da televisão americana, King é conhecido pelas entrevistas com políticos e celebridades. "Seja em uma entrevista com um presidente americano, um líder estrangeiro, uma celebridade, um personagem marcado por um escândalo ou um cidadão comum, Larry gostava de fazer perguntas curtas, diretas e descomplicadas. Ele acreditava que perguntas concisas geralmente traziam as melhores respostas, e ele não estava errado em acreditar nisso”, inclui o texto divulgado em seu perfil.

Mesmo em seu apogeu, os críticos acusaram King de fazer pouca pesquisa pré-entrevista e lançar perguntas aos convidados que eram livres para dar respostas incontestáveis ​​e de autopromoção. Ele respondeu admitindo que não fez muita pesquisa para que pudesse aprender com seus espectadores. Além disso, King disse, ele nunca quis ser visto como um jornalista.

“Meu dever, a meu ver, é ser um condutor”, afirmou King ao Hartford Courant em 2007. "Eu faço as melhores perguntas que posso. Eu escuto as respostas. Eu tento acompanhar. E espero que o público chegue a uma conclusão. Não estou lá para fazer uma conclusão. Eu não sou um apresentador de talk-show ... Então o que eu tento fazer é apresentar alguém da melhor maneira. ”

O talk-show Larry King Live, que era transmitido pela CNN, foi cancelado em 2010. O apresentador, porém, não deixou de trabalhar e estava à frente dos programas Larry King Now e PoliticKING, exibidos em plataformas de streaming. Em maio de 2019, King sofreu uma apoplexia poucas semanas depois de se submeter a uma operação para implantar um stent, elemento metálico que resolve a obstrução de artérias. Ele também já havia sofrido um ataque do coração em 1987, além de cânceres no pulmão e de próstata.

Nascido Lawrence Harvey Zeiger, em 19 de novembro de 1933, em Nova York, King foi casado oito vezes e deixa três filhos: Larry Jr., Chance e Cannon, além de 9 netos. Em 2020, o apresentador já tinha perdido outros dois filhos com uma diferença de menos de três semanas entre as mortes: Andy, de 65 anos, que sofreu um ataque do coração, e Chaia, de 52, que havia sido diagnosticada com câncer de pulmão. “Perdê-los parece antinatural. Nenhum pai deveria enterrar um filho”, disse o apresentador na ocasião, agradecendo as mensagens de condolências.

Repercussão. Artistas, jornalistas, políticos e outras personalidades lamentaram a morte de King. “Da família CNN à de Larry, nós enviamos nossos pensamentos e orações, e a promessa de levar sua curiosidade para o mundo com o nosso trabalho”, declarou Jeff Zucker, presidente da emissora.

Em suas redes sociais, Oprah Winfrey escreveu que era “sempre um prazer estar em sua bancada e ouvir suas histórias”. “Obrigada, Larry King”, complementou a apresentadora. Outro veterano da televisão americana, o jornalista Dan Rather exaltou King como um “entrevistador e contador de histórias magistral”, um amigo que fez notícias pela “arte do diálogo”. “Quando eu era um jovem DJ matutino, ouvia o programa noturno de Larry King todas as noites a caminho do trabalho. Ele foi um dos grandes e sou feliz por tê-lo conhecido", declarou, por sua vez, o apresentador Jimmy Kimmel.

Entre as personalidades políticas que se manifestaram, Bill Clinton revelou ter apreciado as mais de 20 entrevistas dadas a King. “Ele tinha um grande senso de humor e um interesse genuíno pelas pessoas”, escreveu o ex-presidente americano  no Twitter. Artistas como Céline Dion e Viola Davis também lamentaram a morte do apresentador./ COM AGÊNCIAS


 

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