Frank Ockenfels 3/AMC
Frank Ockenfels 3/AMC

‘Apocalipse Now’, de Francis Ford Coppola, é inspiração para 'Fear the Walking Dead'

Assim como ‘Os Invasores de Corpos’, de Philip Kaufman, que também guiou a atração que estreia neste domingo

Mariane Morisawa , ESPECIAL PARA O ESTADO

22 de agosto de 2015 | 19h00

LOS ANGELES - Quando The Walking Dead retornar para sua sexta temporada, em outubro, o grupo liderado pelo policial Rick Grimes (Andrew Lincoln) estará em Alexandria, uma comunidade murada, que, claro, logo vai apresentar suas dificuldades. Até lá, dá para matar a vontade de ver zumbis com Fear the Walking Dead, que estreia neste domingo (23), às 22h, no canal AMC. 

Os milhões de fãs da série baseada nos quadrinhos de Robert Kirkman e Tony Moore sabem que The Walking Dead não mostrou exatamente o começo do mal que transformou a maior parte da população em mortos-vivos. Fear the Walking Dead, que os produtores chamam de “série acompanhante” em vez de spin-off, vai ao início de tudo, quando ninguém sabia o que estava acontecendo – só que em Los Angeles, em vez dos arredores de Atlanta, na Geórgia. “Há uma sensação de perigo, apreensão e paranoia”, disse o produtor Dave Erickson, em entrevista ao Estado, em Los Angeles. “O ‘não saber’ é algo interessante de explorar, porque há uma janela entre saber o que está acontecendo e ter certeza de que o mundo terminou.” 

Nos seis episódios da primeira temporada, Grimes está em coma – quando ele acorda, o mundo acabou. “A civilização termina rapidamente. Vamos ver a queda, uma certa estabilização e depois as coisas aceleram. Mas queríamos começar com os nossos personagens descobrindo aos poucos o que está acontecendo”, completou Erickson, que citou Apocalipse Now, de Francis Ford Coppola, e Os Invasores de Corpos, de Philip Kaufman, como inspirações. Mas ele adianta que a série não vai revelar por que o apocalipse aconteceu. 

Fear the Walking Dead começa com bem menos “walkers” – aqui, os zumbis são chamados, inicialmente, de “infectados”. No centro da história, não há policiais como Rick e Shane (Jon Bernthal), nem sobreviventes natos como Daryl (Norman Reedus). Os personagens principais são Madison (Kim Dickens), conselheira escolar, e Travis (Cliff Curtis), professor de literatura inglesa. 

“Não há guerreiros instantâneos”, afirmou Dickens. “Somos os menos aptos a sobreviver ao apocalipse”, garantiu Curtis. Os dois acabaram de ir morar juntos. Madison é viúva e mãe de dois adolescentes, Nick (Frank Dillane), viciado em drogas, e Alicia (Alycia Debnam-Carey), aluna excelente. Travis é separado de Liza (Elizabeth Rodriguez) e os dois são pais do teen Christopher (Lorenzo James Henrie), que não vê graça na nova família do pai. 

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Reproduzindo a forte presença latina em Los Angeles, completam o elenco principal Daniel Salazar (Ruben Blades), sua mulher Griselda (Patricia Reyes Spindola) e a filha Ofelia (Mercedes Mason). “Nossos personagens estão aprendendo a lidar com a situação”, contou Mason. 

Como os mortos-vivos acabaram de se transformar, não estão deteriorados, são facilmente reconhecíveis. O cenário também é diferente. “Não queremos ir a nenhum lugar verde”, disse Erickson, referindo-se a uma das marcas de Walking Dead. “Por isso, Robert Kirkman gostava da ideia da Califórnia: montanhas, mar, deserto. Queria ver como fica um zumbi no deserto de Mojave depois de um tempinho.” Fear the Walking Dead já tem a segunda temporada confirmada, com 15 episódios. 

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