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Anti-herói da Marvel, 'O Justiceiro' explora consequências da violência em nova série do Netflix

Depois de ter estreia adiada duas vezes, episódios serão todos lançados na plataforma nesta sexta-feira

Piya Sinha-Roy, Reuters

17 de novembro de 2017 | 16h53

Frank Castle, o franco-atirador assassino protagonista da nova série da Marvel produzida pelo Netflix, “O Justiceiro”, não é nem um herói nem um vilão. Ele é um homem sofrendo.

Em “O Justiceiro”, que terá todos os episódios lançados nesta sexta-feira, Castle está decidido a se vingar dos criminosos que mataram sua esposa e dois filhos.

“Acho que o que nós tentamos mostrar com essa série é o custo da violência, a angústia que a violência pode causar”, disse o ator Jon Bernthal, que interpreta Castle, em entrevista.

“Essa não é uma série de super-heróis onde caras são espancados e não há repercussão emocional ou física. Quando homens apanham na nossa série, você vê eles sangrarem; você vê eles sofrendo”, acrescentou.

O lançamento da série enfrentou obstáculos. Dias antes da data prevista para a estreia de “O Justiceiro” em outubro, um homem armado matou 58 pessoas em um show em Las Vegas, forçando o Netflix a cancelar o tapete vermelho e adiar o lançamento da série. Depois, apenas um dia antes da estreia em Nova York, marcada para 6 de novembro, um homem armado matou 26 pessoas em uma igreja em Sutherland Springs, no Texas.

“Nós deveríamos estrear essa série semanas atrás, e não o fizemos por causa do que aconteceu em Las Vegas, por respeito às vítimas e porque não queríamos fazer disso uma notícia na época... e então esse ato covarde aconteceu nessa pequena cidade no Texas”, disse Bernthal.

O ator disse que “O Justiceiro” tem como objetivo “apontar um espelho para a sociedade e fazer com que a sociedade se faça perguntas” sobre a questão da violência com armas.

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