Analucia Godoi/ Globo
Analucia Godoi/ Globo

Animação 'Rainha do Samba' conta vida de Dona Ivone Lara, com narração da cantora IZA

Série do ‘Fantástico’ reúne histórias de vida de mulheres que ousaram conquistar espaço nas mais diversas áreas

Eliana Silva de Souza, O Estado de S.Paulo

17 de março de 2019 | 06h09

Este será o segundo episódio da série Mulheres Fantásticas, que mostra histórias de grandes nomes femininos que ousaram conquistar espaço em áreas dominadas por homens. Em seus dez episódios, que vão ao ar no programa Fantástico, da Globo, estarão retratadas trajetórias de Hedy Lamarr, Yusra Mardini, Frida Kahlo, Maria Quitéria, com supervisão artística é da Daniela Ocampo. 

A produção é uma mistura de animação com linguagem documental, contando com narrações feitas por convidadas especiais. Neste domingo, 17, a homenageada será a sambista Dona Ivone Lara, com Rainha do Samba, que tem como narradora a cantora IZA. 

“É incrível poder fazer parte disso. E muito importante falar sobre Dona Ivone Lara, contar a história dela. Muitos cantores e compositores, com certeza, foram beneficiados pela sua vontade e coragem de fazer música”, afirma IZA, que diz ter achado linda a animação, que conta a história de Dona Ivone de uma forma carinhosa e alegre.

IZA fala sobre a importância de ter obras como essa, para destacar e mostrar o que fizeram essas mulheres, suas lutas e conquistas. “É muito importante. Não só sobre Dona Ivone Lara, mas também sobre todas as outras mulheres que fazem diferença na nossa história e que realmente nos ajudaram a fazer aquilo que mais gostamos. É importante que as crianças que gostam de música, que têm vontade de fazer algo, saibam que, lá atrás, Dona Ivone Lara começou por elas”, diz. 

Participar desse projeto, para IZA, foi mais do que simplesmente fazer uma narração. Afinal, Dona Ivone tem uma importância especial para ela. “Ela foi a primeira cantora e compositora de samba-enredo, então representa o início do que hoje eu faço como profissão. É um grande exemplo saber que ela escrevia as músicas para o primo tocar, porque estava no início. Isso mostra também o quanto ela foi nobre, colocando o orgulho de lado para, pelo menos, ver as músicas entrando nas rodas de samba. Dá para aprender muito com a sua história de resistência e dedicação.”

Na segunda parte do programa, a apresentadora Poliana Abritta conversa com Lia de Itamaracá, que também tem uma história de lutas e conquistas dentro do samba.

 

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