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'Angel From Hell' traz Jane Lynch no papel de um anjo da guarda irreverente

Série da CBS que estreou na quinta, 7, é a primeira dedicada à atriz

Mike Hale, NEW YORK TIMES

09 Janeiro 2016 | 16h00

A silhueta esguia de Jane Lynch e seu sorriso insinuante são tão onipresentes na tela que é fácil esquecer que ela não tinha o próprio programa de TV. A falha foi corrigida na quinta, 7, quando a CBS apresentou Angel From Hell, comédia em que ela interpreta Amy, um anjo da guarda que não passa de uma pessoa bem-intencionada, carente, que assedia os outros com um problema de bebida e a tendência a falar continuamente de suas dificuldades pessoais. A série, criada por Tad Quill (de Bent), reduz um ponto ou dois a persona dotada de uma comicidade cáustica como a de Jane – Amy é em parte a desprezível Sue Sylvester, de Glee, em parte o anjo amigo Clarence de It’s a Wonderful Life. Quill tenta algo engraçado no estilo do intelectual suburbano de Bill Lawrence (ele e Lawrence trabalharam juntos em Scrubs e Spin City) e também sincero, com uma mensagem sobre a necessidade de aprimoramento pessoal. Jane negocia esta divisão sem esforço – ela é hilariante e sempre envolvente –, mas o espetáculo ao seu redor ocasionalmente atola na pieguice.

Amy é a guardiã de Allison (Maggie Lawson), uma dermatologista um pouco nervosa à qual ela se revela no início do filme. Quill citou A Feiticeira e Jeannie É Um Gênio como modelos para Angel From Hell, mas a ênfase é menos na mágica do que no personagem da comédia feminina. A caótica Amy e a extremamente organizada Allison são a dupla id e superego cujas raízes vão desde Rhoda Morgenstern e Mary Richardson de The Mary Tyler Moore Show (ou praticamente Max e Caroline em 2 Broke Girls).

Allison não está convencida da essência divina de Amy, mas há evidências de que ela não é apenas uma maluca, inclusive sua capacidade inexplicável de agarrar todo objeto que atiram nela. Amy aparece tempestivamente para salvar Allison de um grave erro que envolve um amigo desempregado, que, ao sair, incrimina Allison por trabalhar sem parar e estar sempre tensa. Percebemos que a denúncia do namorado é injusta, mas há uma reviravolta no filme e ela é incriminada pelo mesmo motivo. O projeto de Amy, ao longo de dois episódios, é libertar Allison, fazer com que ela trabalhe menos, beba eventualmente, tenha relações sexuais esporádicas. É a última complicação na impossibilidade de uma mulher ter tudo – tente bastante, e um anjo da guarda virá ajudá-la fazendo brincadeiras à sua custa, até você tomar aquela margarita às 2 da tarde. / TRADUÇÃO DE ANNA CAPOVILLA

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