Ang Lee e os dilemas da sexualidade

Tempestade de Gelo. Telecine Cult, 22 horas. Dir. Ang Lee. Reprise, colorido, 113 min

Luiz Carlos Merten, O Estado de S.Paulo

07 de março de 2009 | 23h10

Em seu guia de filmes, Leonard Maltin cita Tempestade de Gelo como o exemplo perfeito do filme que um espectador pode admirar, sem gostar dele de verdade. Produção de 1997, sucede a Razão e Sensibilidade, o primeiro filme em língua inglesa do diretor de Taiwan, Ang Lee. Depois daquela adaptação de Jane Austen - que deu a Emma Thompson o Oscar de roteiro -, Lee instalou-se nos EUA.Como crônica da sexualidade reprimida da população de subúrbio, Tempestade de Gelo antecipa - e é melhor do que - Beleza Americana, de Sam Mendes. A história, adaptada de um romance famoso de Rick Moody, trata de uma tempestade de gelo ocorrida em New Canaan, Connecticut, em 1973. Os efeitos são devastadores, mas Lee está mais interessado em falar sobre família. O grande elenco inclui Kevin Kline, Sigourney Weaver, Joan Allen, Christina Ricci e Elijah Wood. Sob múltiplos aspectos, o filme antecipa também O Segredo de Brokeback Mountain, do mesmo diretor. Para Lee, reprimir ou liberar a sexualidade não é garantia de que a vida poderá ser melhor. Seus personagens parecem condenados à solidão e à infelicidade.

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