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Análise: versão mexicana de 'Carrossel' atraiu público, mas a brasileira é melhor

Como todo produto que dá certo na casa, o SBT reprisou Carrossel outras vezes, até que, em 2012, criou sua própria versão, escrita por Íris Abravanel

Adriana Del Ré, O Estado de S.Paulo

17 Janeiro 2017 | 05h00

Quando a novela infantil mexicana Carrusel, chamada no Brasil de Carrossel, estreou no SBT, no início dos anos 1990, a empatia do público pelo tom inocente da obra foi imediata – apesar das interpretações sofríveis e da cenografia tosca. A trama se pautava no dia a dia das crianças da Escola Mundial e da doce professora Helena (a atriz Gabriela Rivero ganhou até status de estrela por aqui). No entanto, naquela época, quando a expressão ‘politicamente correta’ nem era conhecida, a postura agressiva da menina rica Maria Joaquina em relação ao menino pobre Cirilo (ela o rejeitava, ele era apaixonado por ela) trazia traços de racismo.

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Como todo produto que dá certo na casa, o SBT reprisou Carrossel outras vezes, até que, em 2012, criou sua própria versão, escrita por Íris Abravanel. Na adaptação, a história e os conflitos foram atualizados para os novos tempos, em que é preciso uma abordagem cuidadosa de certos temas. A nova geração de espectadores aprovou Carrossel reembalada. E a emissora fez jus ao bom desempenho na audiência, com tramas interessantes e elenco bem escalado, sobretudo os atores mirins. A atriz Rosanne Mulholland, que já vinha de uma carreira no cinema e no teatro, e algumas participações na TV, interpretou a professora Helena com a mesma meiguice, mas sem o excesso de doçura da original. Dos alunos, destacaram atores como Larissa Manoela e Maísa Silva, que viviam, respectivamente, Maria Joaquina e Valéria. Mesmo crianças, Larissa já havia feito musicais e TV, e chamou atenção no filme O Palhaço, dirigido por Selton Mello, e Maísa ficou conhecida por suas participações no Programa Silvio Santos e apresentando atrações infantis no SBT. 

O sucesso de Carrossel extrapolou a telinha. Em 2015, foi lançado nos cinemas Carrossel: O Filme, com boa parte do elenco da novela – sem a professora Helena, mas com Paulo Miklos e Oscar Filho como vilões. No ano passado, veio a sequência, Carrossel 2: O Sumiço de Maria Joaquina, com o time completo de alunos, já adolescentes, a professora Helena de Rosanne Mulholland, a volta dos vilões e a participação especial de Elke Maravilha. Os longas são divertidos – mas o segundo é melhor. Os dois filmes fazem parte do catálogo da Netflix e Carrossel: O Filme será exibido no dia 3 de fevereiro, às 22h30, no Megapix. 

 

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