Maurício Fidalgo/Globo
Maurício Fidalgo/Globo

'Além da Ilusão’ leva o público em uma viagem pelos anos 1930 e 1940

Cenografia de Cris Bisaglia, figurino de Paula Carneiro e produção de arte de Eugenia Maakaroun, folhetim estreia hoje, 7, ocupando a faixa das seis

Eliana Silva de Souza, O Estado de S.Paulo

07 de fevereiro de 2022 | 05h00

Uma história de amor para conquistar o público é o que promete a nova novela da Globo. Assinada por Alessandra Poggi, Além da Ilusão vai transportar o público para as décadas de 1930 e 1940. 

A trama é dividida em duas fases, conta a autora. “Na primeira, Davi (Rafael Vitti) se apaixona por Elisa (Larissa Manoela), mas ela morre e ele vai preso injustamente, acusado da morte dela”, revela Alessandra ao Estadão

E a história toma outro rumo após 10 anos, quando Davi foge da prisão para provar sua inocência e vai se apaixonar justamente por Isadora (Sofia Budke/Larissa Manoela), irmã de Elisa que cresceu e ficou idêntica a ela. “Apesar da semelhança física, não é por isso que ele se apaixona por ela”, conta Alessandra, que explica que as duas irmãs são completamente diferentes em temperamento. “Enquanto Elisa era uma moça romântica e sentimental, Isadora é idealista, independente, determinada. Davi se apaixona por essa força, por compartilharem os mesmos ideais de justiça, igualdade e liberdade. Então, trata-se de um novo amor.” 

Escrever essa novela de época exigiu da autora, e não só dela, uma pesquisa minuciosa sobre o período em que se situa a trama e ela buscou inspiração ao colher informações sobre os velhos engenhos de açúcar e de que maneira o processo de industrialização pelo qual o Brasil passou nas décadas de 30 e 40 teria contribuído para a derrocada desse meio de produção, com a chegada das usinas. “Os livros de José Lins do Rego – Menino de Engenho e Usina – serviram não só para entender essa transformação, mas também contribuíram para o entendimento dos costumes e do modo de vida das pessoas que habitavam essas fazendas” comenta a autora, que contou com a ajuda da pesquisadora Rosana Lobo durante o processo.

O visual do folhetim faz com que o espectador seja transportado para o passado, e conta com cenografia da Cris Bisaglia e figurino da Paula Carneiro. “Está belíssimo”, diz a autora, que destaca ainda o trabalho “primoroso” de produção de arte da Eugenia Maakaroun. “O papel de carta do Palace Hotel em Poços de Caldas, a caixa de bonecas com roupinhas de Isadora criança, a maleta completa com utensílios de mágica do Davi, entre outros tantos detalhes, tudo é encantador!” 

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