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Agora, com menos 'pipoco'

Sucesso de público e crítica, '9 MM' retorna nesta quinta à Fox, com nove episódios inéditos

Gustavo Miller, O Estado de S.Paulo

10 de maio de 2009 | 01h02

Após uma microtemporada de apenas quatro episódios, de ter sido sucesso de público (primeiro lugar na audiência da TV paga) e crítica (melhor série televisiva pela APCA), 9MM: São Paulo retorna à Fox com mais 9 episódios, após intervalo de quase um ano. Eles vão ao ao ar toda quinta-feira, sempre às 22h, a partir desta quinta-feira, dia 14.

A primeira série original da Fox produzida no Brasil mantém na segunda temporada a mesma pegada dos quatro capítulos iniciais. O cotidiano da Divisão de Homicídios de São Paulo ainda é o tema principal, sendo os investigadores 3P, Tavares, Horácio e Luiza, mais o delegado Eduardo, o time titular.

Curiosamente, tanto o produtor Roberto D'Avila quanto o roteirista Newton Cannito não fizeram a primeira temporada considerando a hipótese de uma segunda. "9 MM foi concebida como uma minissérie. Ela teve um final no quarto episódio, mas deixamos algumas pontas soltas. Agora estamos ligando os pontos dessa rede de personagens", contou DAvila à imprensa, em coletiva realizada na Associação dos Investigadores de Polícia do Estado de São Paulo.

Com os 9 episódios extras, vieram alguns desafios. O primeiro foi encaixar Tavares (Marcos Cesana) à trama, já que ele é baleado no quarto episódio e torna-se cadeirante. A segunda temporada também traz mais conflitos internos e um lado mais humano dos personagens, fugindo das meras cenas de tiroteios e perseguições. "Trabalhamos muito com a impossibilidade da resolução de crimes, assim como o conflito entre as equipes", diz Cannito.

Outra novidade é a inclusão da promotoria e da Polícia Militar dentro da história. O 5º e 6º episódio vão abordar a corrupção dentro da PM, por exemplo. Aqui 9MM entra em um terreno escorregadio. "A série não mostra como a polícia é bacana ou como ela é corrupta, mas como ela é", esclarece D?Avila. "Não estamos inventando nada, é tudo notícia tirada de jornal."

SÉRIE POLICIAL TÁ NA MODA?

A Fox não divulga o custo de cada episódio, mas admite que a segunda temporada ganhou uma boa injeção de produção - se bem que condizente com os atuais tempos de crise, claro. Para a gravação dos nove episódios foram usados 200 atores, 1.200 figurantes e 400 locações. As filmagens duraram 3 meses.

Quando estreou em junho do ano passado, 9MM - São Paulo era a única série policial brasileira da televisão. Agora tem Lei e Crime, na Record, e Força Tarefa, na Globo. Então criar séries que trazem os bastidores da polícia está na moda, após Tropa de Elite?

"Não somos concorrentes e isso só fortalece o mercado (de séries), apesar de produzirmos menos obras do gênero do que queremos consumir. O público está ávido por esse tipo de produção, talvez por isso ficamos no primeiro lugar", esclarece D'Avila. "A produção dos seriados no Brasil é muito pouca. Tem mais ator morto trabalhando na TV brasileira do que vivo", ironiza o ator Norival Rizzo, o Horácio.

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