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‘Agent Carter’ mostra que a Marvel também faz heroínas

Sensualidade é uma das armas usadas pela protagonista, Peggy Carter, na trama quem tem luta, ação e humor

Mariane Morisawa , Especial para o Estado / Pasadena

20 Janeiro 2015 | 18h25

Agent Carter chegou para dizer que o mundo dos heróis de histórias em quadrinhos não precisa ser liderado apenas por marmanjos. A série produzida pela Marvel, exibida pelo canal Sony, às quintas-feiras, às 22h30, traz como protagonista Peggy Carter (Hayley Atwell), que ajudou na transformação de Steven Rogers em Capitão América (vivido por Chris Evans) no primeiro filme do personagem, O Primeiro Vingador (2011), dirigido por Joe Johnston. 

Como se sabe, o Capitão América foi congelado e veio parar no presente, enquanto Carter continua lá na década de 1940 e precisa enfrentar diversos inimigos - alguns deles, dentro do próprio escritório da Reserva Científica Estratégica, no qual a bela agente é considerada uma secretária de luxo pelo chefe Roger Dooley (Shea Whigham, de Boardwalk Empire) e colegas como Jack Thompson (Chad Michael Murray). “Sempre dizemos que o seu superpoder é que ela é subestimada, e ela usa isso contra as pessoas”, disse a roteirista Michele Fazekas, num evento para a imprensa em Pasadena, na Califórnia.

Entre suas armas, está a utilização sem culpa da sensualidade. No piloto, por exemplo, ela colocou peruca loira e vestido dourado decotado para conquistar um empresário e roubar uma das perigosas armas desviadas do laboratório de Howard Stark (Dominic Cooper). O pai de Tony Stark (interpretado por Robert Downey Jr. nos filmes da Marvel), acusado de querer ganhar dinheiro com os artefatos, recrutou sua velha conhecida para ajudá-lo a limpar seu nome. “A sensualidade não é algo que ela deseja adotar permanentemente, mas a usa para conseguir algumas coisas”, afirmou Hayley Atwell. “Ela não nega sua sensualidade ou sua feminilidade, é um aspecto de suas muitas qualidades que utiliza em seu trabalho.” Seus modelos são as atrizes da época, como Bette Davis e Katharine Hepburn. “Eram muito modernas, inteligentes, calorosas”, afirmou a atriz. 

Claro que, quando necessário, Peggy Carter é capaz de chutar o traseiro de todo o mundo, “sem suar ou manchar o batom”, como disse Fazekas. A própria Hayley Atwell faz boa parte das cenas de luta e ação - no segundo episódio, acontece uma em cima de um caminhão. E fica evidente que Peggy Carter não fica nada a dever a seus similares masculinos. “Esse era um dos atrativos da personagem”, contou a atriz inglesa. “Deu para ter um aperitivo do que ela podia fazer no primeiro Capitão América, mas aqui foi uma grande oportunidade para desenvolvê-la do ponto de vista físico e emocional. As cenas de ação me lembraram muito uma dança coreografada.”

Em se tratando de Marvel, não pode também faltar um certo humor. Em Agent Carter, ele aparece principalmente na interação entre Peggy e o mordomo Jarvis (James D’Arcy), escalado por Howard Stark para ajudar a moça. “Usei meu mordomo como inspiração”, brincou D’Arcy. “Na verdade, os roteiros são ótimos. Todos os escritores são americanos, mas é a melhor escrita britânica de época que encontrei na minha carreira.” 

Agent Carter, elogiada pela crítica, é a segunda série live action da Marvel a chegar à TV, depois de Agents of S.H.I.E.L.D., que começou como um estouro de audiência, enfrentou problemas com os fãs e se encontrou mais recentemente, mesmo sem números estrondosos. Agent Carter estreou nos EUA com 6,9 milhões de espectadores - Agents of S.H.I.E.L.D. tem feito algo como 5,3 milhões. 

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