A Warner, para quem ouve inglês

A culpa é da operadora? Pode não ser, mas o contrato é feito com ela

Roberto Godoy, O Estado de S.Paulo

26 de abril de 2009 | 00h03

Brasil, País de poliglotas. É nisso que acreditam as operadoras, pelo que se ouve no canal Warner, integrante de quase todos os pacotes oferecidos no mercado. Claro, a essa altura haverá meia dúzia de sujeitos prontos para sustentar a tese de que as operadoras apenas intermedeiam o serviço, cabendo o conteúdo a cada bandeira. É cinismo em estado bruto. O contrato é assinado com a operadora. A bronca é com ela. O problema é que quase todo o áudio dos intervalos da programação está indo ao ar em inglês. Pior: o texto, em português, nem sempre acompanha as imagens. Lambança. Vários leitores-assinantes protestam contra a falha recorrente na legendagem. Sônia Ribeiro, de São Paulo, diz que na semana passada "as reprises dos C.S.I. apresentadas pela manhã no AXN estavam sem legendas ou com as legendas entrando depois das cenas". Cinco diferentes pessoas de duas diferentes cidades, denunciam as repetições e reprises dos filmes das famílias Múmia e Jurassic, parentes próximos de A Batalha de Riddick e Velozes e Furiosos.

linklinklinkA série Brothers & Sisters (reapresentação hoje, 20h, no Universal) criada para ser só um novelão, tipo dramaturgia da TV brasileira, acabou surpreendendo os produtores americanos, que contavam com a historinha da família Walker apenas para tapar buraco na entressafra das temporadas 2007/2008, de certa forma comprometidas pela greve dos roteiristas. Bom. Virou mania. Sally Fields vive a matriarca Nora, viúva, relativamente jovem. Surpreende filhos e agregados quando é flagrada em meio a jogos do prazer - diz que não há motivo para preocupações, porque tudo o que quer é sentir as sensações. Tem de tudo: família de amante, filha competitiva, filho bissexual, neta esquisitona, paixonite por um negro e genro político, levando jeito de quem vai experimentar uma corrida à Casa Branca. Festa, muita festa. Comida, muita comida. Glamour, pouco glamour. É líder de audiência, sustentam os exibidores.

linklinklinkImperdível hoje, às 22h, no Cult, é O Corte, longa de 2005 que prova a tese de que um leão velho e cansado é perigoso porque sempre é um leão. O filme é dirigido por Costa Gravas - o leão - e conta a saga de um engenheiro desempregado, à procura de trabalho faz dois anos. Cansado da luta, ele resolve abrir vagas. E passa a matar seus concorrentes.

linklinklinkOs canais de televendas devem ser banidos da grade dos pagos.

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