A visão crítica de 'Ventos da Liberdade'

O diretor Ken Loach acrescenta outro filme a sua carreira marcada pelo antiimperialismo

O Estado de S.Paulo

07 de junho de 2008 | 21h50

O cineasta Ken Loach tem uma forma peculiar de trabalhar: normalmente, suas histórias começam com um argumento que é desenvolvido pelos atores durante a longa sessão de ensaios para então tomar a forma definitiva.    A partir disso, dirigiu verdadeiras jóias como Segredos e Mentiras e, mais recente, Ventos da Liberdade, que a Califórnia acaba de lançar em DVD. O filme conquistou a Palma de Ouro no Festival de Cannes de 2006 e mostra como trabalhadores do campo e da cidade se uniram, na Irlanda de 1920, em uma guerrilha armada contra os cruéis "Black and Tan", um esquadrão enviado da Inglaterra para impedir os movimentos de independência dos irlandeses. Como todo conflito armado, também esse foi marcado por lutas sangrentas, em que irmãos se enfrentaram.   Loach pretendeu realizar uma contra o antiimperialismo - não apenas britânico, mas em um conceito geral. Ele começou no cinema com A Lágrima Secreta (Poor Cow), em 1968, inicío de uma contestação que perdurou até Ventos da Liberdade, que causou incômodo na Grã-Bretanha - afinal, quase todos irlandeses têm algum parente ou conhecido que participou do confronto. Para Loach, o mundo se estrutura a partir de conflitos, não por harmonia.

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