A vida como ela é

Corregedor não ganha mais do que os outros policiais, não tem uma carreira específica e, muitas vezes, quando faz seu trabalho se transforma em alguém mal visto pelos colegas. Nas corregedorias das polícias espalhadas pelo Brasil não há garantia de que, mudado o comando, os homens que estavam prendendo os colegas não voltem a trabalhar nos batalhões ou delegacias ao lado dos que eles investigavam. Isso ocorreu em São Paulo com o delegado Guilherme Santana em 1993. Da corregedoria, ele foi parar na divisão de roubo de carros. E há ainda o risco. Em 1998, o corregedor da Polícia Federal Alcioni Serafim de Santana foi morto a mando de um colega corrupto. Por fim, nem todo corregedor é como o temido coronel Luiz Perine, que chefiou a Corregedoria da PM paulista nos anos 90 ou o personagem de Murilo Benício, o tenente Wilson. De fato. Em 2008, policiais da Corregedoria do Detran de São Paulo foram acusados de achacar os colegas corruptos.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.