A viagem espiritual de Wes Anderson

Em Viagem a Darjeeling, cineasta usa a parábola para narrar a louca aventura de três irmãos

Ubiratan Brasil, O Estado de S.Paulo

27 de julho de 2008 | 00h01

Wes Anderson é um cineasta que divide opiniões. Há quem considere Os Excêntricos Tenenbaums e A Vida Aquática de Steve Zissou pequenas jóias. Por outro lado, existem aqueles que torcem o nariz e dizem que seu talento não passa de uma blefe. O motivo de tal divisão é o humor de Anderson, fora do convencional, nem um pouco realista ou naturalista - ele trabalha no registro da parábola. Basta dar uma espiada em Viagem a Darjeeling, que a Fox libera agora para venda. Aqui, três irmãos (Owen Wilson, Adrien Brody e Jason Schwartzman) viajam pela Índia de trem para recuperar os laços fraternos desfeitos depois da morte do pai. Buscam também reencontrar a mãe (Anjelica Huston), que vive agora em um convento católico.   Afinal, uma viagem puramente espiritual, acreditam, tem de acontecer naturalmente, mas os planos não saem como esperado. A primeira grande jogada do diretor é justamente inserir seus personagens em um meio considerado exótico, o que torna tudo particularmente natural. É inegável o carinho com que Anderson trata seus personagens, verdadeiros maluquinhos que, apesar das inúmeras barreiras, buscam apenas a felicidade.

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