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A superação cotidiana

Bastidores. Diretora explica como são gravados os depoimentos reais que encerram ‘Viver a Vida’

Patrícia Villalba,

15 de março de 2010 | 11h00

Uma mãe que perdeu o filho num acidente de carro, uma mulher que entrou em coma após uma cirurgia de redução de estômago, um professor de educação infantil que teve coragem para se transformar em mulher - são histórias que, sem dúvida, renderiam material para uma novela. São algumas das 166 histórias que até agora serviram de desfecho para os capítulos da novela das 9 da Globo, Viver a Vida, desde a estreia, em setembro do ano passado.

 

Alguns mais, outros menos sofridos e dramáticos, os depoimentos têm um traço em comum - a superação, que é o próprio tema da trama escrita por Manoel Carlos. Não importa o que tenha acontecido e quanto tenha doído, o lema é seguir em frente.

 

Talvez por esse tom, que combina tanto com o enredo e com o próprio título da novela, os depoimentos tenham se tornado um sucesso - de provocar reações tão diversas quanto levar muita gente às lágrimas e até inspirar paródias em programas humorísticos.

 

Para se ter uma ideia da popularidade do quadro, a Central de Atendimento ao Telespectador (CAT), da Globo, já recebeu mais de mil contatos para falar sobre o quadro. Destes, cerca de 85% pediam informações sobre como participar ou sugerir histórias. O autor Manoel Carlos também é frequentemente abordado na rua por pessoas que querem contar sua superação. "Muita gente se identifica, e quer participar ou sugerir alguém. Tentam chegar de todos os jeitos: me param na rua, deixam carta na portaria do meu prédio e tudo o mais", conta ele. "Já fizeram sugestão de casos até para a minha mulher, na academia."

 

A novela tem uma equipe de oito pessoas, comandada pela diretora Maria José Rodrigues, que cuida só dos depoimentos. "Temos vários caminhos de seleção. A equipe faz uma grande pesquisa em Ongs, sites, blogs, matérias publicadas em jornais e revistas, empresas, nas ruas e em qualquer lugar onde acreditarmos que possam existir histórias de superação", detalha.

 

Maria José explica ainda que não é preciso ficar à espreita de Manoel Carlos nas ruas do Leblon para fazer uma sugestão - basta acessar o Portal da Superação (http://especial.viveravida.globo.com/portal-da-superacao). "É outro canal importante, onde qualquer pessoa pode enviar sua sugestão através de vídeo ou texto. Tudo é válido. O importante é encontrar boas e emocionantes experiências de vida, que sirvam de inspiração para outras pessoas."

 

A diretora garante que, mesmo com temas tão emocionantes, muitos deles com dose extra de tristeza, as gravações transcorrem em clima descontraído - ao contrário do que poderíamos supor. "As pessoas que aceitam dividir suas experiências conosco e com o Brasil inteiro já chegam com o peito aberto", diz. "Antes de gravar, conversamos com cada um para entender sua história. Mesmo assim, é claro, alguns ainda ficam um pouco nervosos, às vezes emocionados, porque não estão acostumados a falar para uma câmera de TV. Mas isso é normal e esperado. Não temos pressa."

 

Gravados, os depoimentos vão ao ar obedecendo a uma ordem que privilegia a diversidade de temas - na época do carnaval, por exemplo, foram apresentadas histórias dentro daquele universo, como a do carnavalesco Paulo Barros, da Unidos da Tijuca . "Temos bastante liberdade na escolha dos personagens, desde o formato até o conteúdo dos depoimentos. Mas a escolha final tem sempre o crivo do (diretor-geral) Jayme Monjardim e do Manoel Carlos", observa a diretora.

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