A sexualidade, tratada com sutileza

C.R.A.Z.Y. vai além da fábula humanista a partir da relação entre pai e filho

Ubiratan Brasil, O Estado de S.Paulo

10 de maio de 2008 | 22h56

O título do filme, o espectador logo vai descobrir, tem mais de um significado: C.R.A.Z.Y., que a Califórnia Filmes acaba de lançar para venda, tanto significa louco, maluco, como também é a união das iniciais dos cinco filhos da família Beaulieu: Christian, Raymond, Antoine, Zachary e Yvan. É também o título da canção de Patsy Cline, cuja melodia acompanha uma história que começa em 1960, quando nasce Zachary, chamado sempre de Zac. Ele logo se revela ser o ponto diferencial da família.   Primeiro, por ser um predestinado, capaz de curar gente, na visão de um vidente (que a mãe aceita fervorosamente). Segundo, por ser o único a se preocupar com o amor dedicado pelo pai, retraído ao desconfiar que o filho seja homossexual. Com esse material em mãos, o diretor canadense Jean Marc Vallée poderia não ter fugido do lugar comum, compondo uma fábula humanista a partir da relação entre pai e filho. Mas, felizmente, ele vai além ao retratar com originalidade três décadas (entre 1960 e 1990), marcadas principalmente pela moda e pelas canções. Além disso, trabalha a sexualidade com toda a sutileza e a ambigüidade que esse assunto merece.

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