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'A Record venceu pela insistência'

Ela se fez de difícil, mas topou voltar à bancada diária e estreia em junho no 'Jornal da Record'

Keila Jimenez, O Estado de S.Paulo

10 de maio de 2009 | 01h03

Jornalismo diário? Não, obrigada. Dividir bancada? Não, obrigada. Após vários "nãos", a Record conseguiu seduzir Ana Paula Padrão, que há mais de dois anos não comandava um jornalístico diário. No SBT, onde ficou até o mês passado, quando venceu seu contrato, ela bateu o pé para sair do SBT Brasil e só fazer reportagens especiais para o seu SBT Realidade. Alegou que estava cansada do ritmo diário e deixou de bico o dono do Baú, que sonhava vê-la ao lado de Carlos Nascimento estampando a vitrine do jornalismo da casa. Sai Nascimento, entra Celso Freitas e uma nova vitrine, o Jornal da Record, onde ela estreará dentro de um mês. E o que a fez mudar de ideia? É o que ela explica ao Estado.

O que te fez aceitar voltar ao jornalismo diário?

Depois de muita insistência, a Record conseguiu me convencer a voltar, venceu pela insistência. Eu não queria mesmo, juro. Disse vários nãos. Quando resolvi sair do SBT, até achava que haveria convites para ir para outras emissoras, mas pensava que não seria mais para a bancada. Mas isso veio tão forte, que me pegou. Meu marido me disse que se eu não aceitasse, estaria virando as costas para o mercado, para demanda do mercado. Então parei para pensar e acabei topando.

Mas o Silvio (Santos) queria te levar de volta à bancada com o Nascimento. O que a Record tem que o Silvio não tem?

(risos) Não é isso. Eu não queria mesmo. Tanto que bati o pé no SBT e saí do diário, mesmo com o Silvio fazendo bico. O que me pegou na proposta da Record foi a possibilidade de ancorar e conciliar isso com as matérias que gosto de fazer. A emissora vai me liberar mais para deixar a bancada e fazer reportagens especiais quando eu quiser. Tudo isso, com muitos recursos.

Vai agora ao Pan, à Olimpíada...

Sim, posso cobrir tudo isso de perto e adoro essa possibilidade. Sem contar que terei uma estrutura que não tinha antes. A Record está crescendo muito, investindo em jornalismo...

O Silvio não te dava estrutura?

Não é igual. Mas não posso falar do Silvio. Ele sempre jogou limpo comigo e ficamos amigos, adoro ele.

Pensou em renovar com o SBT?

Havia a porta a aberta lá, mas resolvi que não queria mais. Tinha encerrado um ciclo.

Recebeu sondagens da Globo para voltar?

Ah, fui sondada por muita gente. Mas não vou falar se era Globo, Band, TV a cabo...

Como ficam os negócios da sua produtora (Touareg) com você indo para a Record? Não haverá conflitos de interesses com sua presença na bancada e tendo clientes de sua produtora no noticiário?

São duas empresas diferentes. Minha imagem agora é da Record, minha produtora continua fazendo conteúdo jornalístico sem minha imagem. Sou uma administradora lá. Na Record, não assumo cargo editorial. Portanto, não haverá conflito algum.

Tem acompanhado as mudanças nos telejornais? O Jornal Nacional, por exemplo, está buscando aproximação com o telespectador, um tom mais coloquial...

Claro que assisto o jornalismo na Globo, Record e Band, mas se falar que estou acompanhando isso, é mentira. Tenho saído mais à noite com meu marido. (risos)

Já trabalhou com o Celso Freitas?

Sim, na Globo. Ele é um fofo.

O que acha da Record apostar em você como arma para combater o JN?

(risos) Ah, só posso dizer que farei o melhor e vou apresentar do jeito que sei. Sempre tive um tom mais coloquial mesmo. Isso não é novidade para mim nem vou mudar porque fui para a Record.

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