A obra-prima noir de Roman Polanski

Chinatown. No Telecine Cult, às 22 horas. Reprise, colorido, 130 minutos

Luiz Carlos Merten, O Estado de S.Paulo

15 de novembro de 2008 | 21h28

Existem filmes míticos na história do cinema. Um deles é, com certeza, Chinatown, a obra-prima noir de Roman Polanski. O filme de 1975 ganhou o Oscar de roteiro - e embora creditado somente a Robert Towne, o próprio Polanski declarou, em sucessivas entrevistas (aqui mesmo no Estado), que mexeu bastante no material para adaptá-lo à sua visão de mundo e de cinema.Jack Nicholson e Faye Dunaway são inesquecíveis como o detetive J.J. Gittes e a misteriosa (e sedutora) Evelyn. A trama começa simples, como em todo noir, mas vai se complicando e, lá pelas tantas, nada mais é o que parece ser. Gittes é contratado para investigar um desaparecimento. Ele descobre segredos de uma família poderosa e também uma trama sobre a especulação imobiliária em Los Angeles, nos anos 40, ligada ao controle das fontes de água na cidade. No limite, o filme é sobre o mal, e a fascinação do incesto. O grande diretor John Huston, como Noah Cross, cria um personagem maior que a vida em sua perversidade. E Nicholson, marcado pelo personagem, fez ele próprio a seqüência de Chinatown, que se chama A Chave do Enigma.

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