A gloriosa vida e obra de Noel Rosa

Autor de sambas imortais é tema de versão que mostra sua evolução musical

Ubiratan Brasil, O Estado de S.Paulo

02 de maio de 2009 | 22h48

Noel Rosa morreu aos 26 anos glorificado como gênio - afinal, deixou um legado de 250 músicas que revolucionaram o samba. Deixou também uma biografia atribulada, marcada pela tuberculose (que ajudou a abreviar sua vida) e por amores tórridos que marcaram sua boemia. É esse homem tão original que inspirou o filme Noel - Poeta da Vila, dirigido por Ricardo van Steen e que chega agora para a venda em DVD (Imovision).

O longa retrata a fase produtiva de Noel Rosa, entre 1931 e 1937, quando morreu. Inspirado no livro Noel - Uma Biografia, de João Máximo e Carlos Didier, trata-se de uma versão despretensiosa na aparência, pois recria a ebulição cultural do Rio de Janeiro da época. No papel principal, Rafael Raposo impressiona por ressaltar a vitalidade do compositor, apesar de sua saúde frágil e do defeito físico no queixo. Autor de sambas imortais, que nasceram principalmente na mesa do bar, o Noel de Raposo é um homem preocupado principalmente em viver. A poesia também marca a direção de Van Steen, autor de cenas rápidas mas bem explicativas daquela região do Rio e da evolução musical de Noel, seu mais precioso legado.

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