A favor da ética na máfia!

Gente, onde foi parar a ética na máfia? Esses jovens usam drogas e acham que ser gângster é brincadeira de filme do Al Pacino! Assim não dá! Como trabalhar seriamente para sustentar a família no meio desse pardieiro? Agora, quem é pego pela polícia prefere delatar os companheiros, a família, para se livrar de alguns anos de prisão! Que absurdo! Bem, é muito fácil falar que Sopranos é incrível. Aclamada pela crítica, a série, em reprise na Warner, é um marco por ter um (anti)herói como Tony Soprano (James Gandolfini), um mafioso barra pesada que encanta o espectador. Como não torcer por Tony? Delícia assistir aos primeiros episódios - sem levar em consideração as falhas de imagens e legendagem da Warner - e ver o cara, durão, em meio a uma crise nervosa, tentar resolver a doença com terapia e Prozac. E, no divã, o chefão arrasa!Tony acredita no código e na "ética" da máfia. É quase ingênuo. Não dá para odiá-lo. Fora que ele tem como mãe Livia Soprano (Nancy Marchand, ótima)! Todas as mães devem assistir a Sopranos para aprender o que elas não devem fazer com seus filhos. Há chantagens emocionais aceitáveis, mas o que dona Livia faz com Tony, ninguém merece! E a história dos patos? Ele chora quando conta à psiquiatra (Lorraine Bracco) que a família de patos o abandonou. Ele é um dedicado pai de família. Mas Sopranos não é marco só por isso. Além de ter uma história diferente, um anti-herói sensacional e muita violência, a série não parou de surpreender. O último episódio, criticado por alguns, foi algo nunca visto. Não vou contar aqui, mas o fim de Tony combina com o que a série representa. Rendeu piada no Emmy, mas não deixou de ser genial!

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