A esperança em plena guerra na rua

Em Uma Juventude Como Nenhuma Outra, a guerra não é capaz de limitar o amor

Ubiratan Brasil, O Estado de S.Paulo

28 de junho de 2008 | 21h24

A atenção é requisito essencial na sobrevivência de Smadar e Mirit, duas garotas israelenses de 18 anos que cumprem o serviço militar em Jerusalém. A tarefa delas é patrulhar as ruas da cidade, com ordem para deter os palestinos que encontrarem no caminho, checar seus documentos e registrar todos os detalhes em um formulário especial. Ao mesmo tempo, elas desenvolvem uma amizade especial, que beira o amor, mas que mantém um forte vínculo graças ao trabalho diário que executam.Uma Juventude Como Nenhuma Outra (Imovision) exibe um lado conhecido da triste rotina de quem vive no meio da disputa entre israelenses e palestinos: desconfiança, medo de atentados, alívio pela sobrevivência. Mas, por outro lado, o filme dirigido pela dupla israelense Vidi Bilu e Dalia Hager traz um relacionamento humano que não sofre uma interferência tão direta da guerra. Bem, ao menos até um certo instante que não vale a pena revelar. A Jerusalém que surge na tela não é inspiradora, o que fica bem evidente na cena em que as moças pedalam pelas ruas desertas. Mesmo assim, a resistência é o melhor alimento para a alma, ainda que seja um ingrediente escasso.

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