A divertida crítica de Brian De Palma

Em Saudações, um de seus primeiros filmes, diretor contesta os EUA da guerra do Vietnã

Ubiratan Brasil, O Estado de S.Paulo

27 de dezembro de 2008 | 23h50

O virtuosismo técnico e a forte influência de Alfred Hitchcock sempre marcaram o cinema de Brian de Palma que, apesar das controversas, é um diretor talentoso. E desde o início de sua carreira, como comprova Saudações, um de seus primeiros filmes, rodado em 1968, e agora lançado pela Lume, em sua maravilhosa série de clássicos. Típico filme da contracultura americana, Saudações retrata com fina ironia o momento de transição pelo qual passavam os jovens cineastas dos EUA. De um lado, a opção única pelo cinema mais econômico, uma vez que os grandes estúdios já tinham desabado e boa parte dos cineastas geniais da primeira metade do século tinha morrido. De outro, havia uma contestação dos jovens que dominava o mundo naquele 1968, que De Palma reflete bem em seu filme sobre um grupo de rapazes (entre eles, o estreante Robert De Niro) que, a partir de artimanhas para escapar do exército e não lutar no Vietnã, discute a turbulenta sociedade que os cerca. Entre os extras, dois curtas de De Palma e uma bela entrevista, em que ele contextualiza aquele momento.

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