A casa ,como espaço de discussão social

Como Nascem os Anjos. No C. Brasil, às 18h30. A Casa da Rua 92. Telecine Cult, 13h30

Luiz Carlos Merten, O Estado de S.Paulo

06 Outubro 2007 | 22h25

Não existe muita coisa em comum entre Como Nascem os Anjos e A Casa da Rua 92, exceto o fato de que, em ambos, o espaço da casa se presta à discussão de fundo estético e político. Como Nascem os Anjos é um filme mais ou menos recente de Murilo Salles. De alguma forma, foi precursor de uma obra tão importante do cinema brasileiro da Retomada - a fase que começa com Carlota Joaquina -, como é O Invasor, de Beto Brant. Murilo antecipou o tema da tomada do centro do poder pela periferia. Em seu filme, um garoto e uma garota, dois pivetes, e um criminoso ferido invadem a casa de um gringo, na Barra. Imediatamente, forma-se o dia de cão. A imprensa, a polícia, todos sitiam a casa e o que ocorre expõe a tensão social que divide o Brasil. A casa, no thriller de Henry Hathaway, é foco de outra discórdia. Nela habitam suspeitos de espionagem nazista nos EUA. Hathaway foi um grande diretor de westerns. Nos anos 40, época do cartaz da TV paga, ele desenvolveu um modelo de policial semidocumentário que não é alheio à influência do neo-realismo, mesmo sendo feito em Hollywood. Veja com atenção.

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.