7 homens e nenhum segredo

O Pânico que se cuide, estréia amanhã na Band Custe O Que Custar, pai dos formatos do gênero

Julia Contier, O Estado de S.Paulo

15 de março de 2008 | 22h59

A platéia feminina não se contém. A resposta à pergunta de Marcelo Tas sobre quem é o homem mais bonito do programa é respondida aos gritos pelas mulheres na gravação do piloto de Custe o Que Custar, que o Estado acompanhou com exclusividade. Marco Luque comemora o posto de galã com uma dancinha engraçada.O ator, que ficou conhecido na internet como o motoboy Jackson Five, é um dos nomes da comédia stand-up que, ao lado de Tas, Rafinha Bastos, Rafael Cortez, Danilo Gentili, Felipe Andreoli e Oscar Filho, forma o time dos sete homens de preto da versão nacional do programa que estréia amanhã, às 22h15, na Band. É uma co-produção entre a emissora brasileira e a produtora argentina Eyeworks-Cuatro Cabezas, dona do formato.Depois de um intervalo em que Luque foi amplamente assediado pela platéia feminina, Palmirinha, apresentadora da TV Culinária da Gazeta, aparece na tela interagindo com seus telespectadores. A cena congela e a câmera se volta para os apresentadores. Em elevado tom de deboche, Rafinha, Tas e Marco roubam os trejeitos da apresentadora e reproduzem a cena. O público cai na risada. Palmirinha foi a campeã do Top 5, seleção dos cinco momentos mais esdrúxulos da semana na TV, um entre dezenas de quadros do CQC.O formato já recebeu sete indicações ao Emmy Awards e foi adaptado por emissoras do Chile, Espanha, Itália, França e Israel.No Brasil, o programa, que se propõe também a resumir as notícias mais marcantes da semana, chega com cenário extravagante e equipes de produção e pós-produção de primeira linha - o que garante divertidos recursos para ilustrar as matérias, como bolas de fogo que saem da boca dos apresentadores e animais voando em direção aos entrevistados. O tom irreverente e a perseguição a personalidades em muito lembra os bons tempos dos cassetas, e a turma do Pânico, é claro.Mas o CQC tem charme próprio. O diretor argentino, Diego Barredo, acredita que, apesar de não ter mulheres no casting, "o público do programa será basicamente feminino porque o elenco é masculino" - que ele chama de "tropa de elite".No total, o time do programa é formado por 50 pessoas, entre roteiristas, produtores e câmeras. Das reuniões de pauta que procuram reunir grande parte da tropa saem as principais idéias a serem aproveitadas pelos roteiristas. Com um toque de Michael Moore, Borat e Daily Show, a equipe já deu conta de atazanar a vida do presidente Lula, dos ministros Marta Suplicy e Gilberto Gil, do jogador Robinho e do ator Dan Stulbach. Piadas sortidas, alvos de todo o tipo. Cuidado, até você pode ser a próxima vítima dos homens de preto.

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