'3 Teresas' ganha novos romances na segunda temporada

Com 13 episódios inéditos, série retorna ao GNT com conflitos mais maduros e relações para as três personagens

Cristina Padiglione, O Estado de S.Paulo

07 Setembro 2014 | 02h07

Um simpático imóvel térreo, na Lapa, em São Paulo, com azulejos azuis na cozinha e piso vermelho no quintal, abriga a casa de dona Teresinha, aquela senhora "fora da casinha", como diz sua intérprete, Cláudia Mello, na série 3 Teresas. Protagonizado por Denise Fraga e Manoela Aliperti - além da própria Cláudia - e com direção de Luiz Villaça, o enredo ganha 2ª temporada no canal GNT a partir do dia 22, às 22h30, com a maturidade que toda nova temporada representa. Ou não.

Amparada pela idade, por exemplo, dona Teresinha terá surtos de adolescente, e "sai fumando maconha já no primeiro episódio", adianta Villaça.

O Estado chega ao local pouco após o almoço da equipe e logo encontra o diretor em momento de pausa na mureta da fachada. Enquanto conversamos, Cláudia Mello atravessa a calçada de bobes nos cabelos e roupão. Ficção e ambiente se confundem, tornando evidente o entrosamento da equipe.

"A segunda temporada, como na primeira, tem um grande arco em que as coisas vão acontecendo", adianta Villaça. Novos personagens entram em cena: Pedro Paulo Rangel terá um romance com Teresinha. Emílio de Mello entra em cena no 6º episódio, para flertar com Teresa (Denise) e Ary França aparece para fazer par com Nelson (Arthur Kohl), que, ao final da 1ª temporada, se declarou gay. Tetê chega aos 18 anos, e agora fala em "namorados", adianta Manoela, para quem surgem novas questões, como "o que eu vou ser quando crescer?".

No dia em que visitamos o set, flagramos Teresa com o ex, Ringo (Enrique Dias) na cama. Recaída? Denise despista. O texto em cena não esconde que talvez estejamos diante de uma separação que não deu muito certo. "Por que foi mesmo que nós nos separamos?", pergunta-lhe Ringo, entre os lençóis. "Porque a gente desistiu de tentar ficar junto", resume Teresa.

Nos 13 novos episódios, acentua-se o peso multitarefas da mulher de 45/50 anos, papel de Teresa, dando conta das contas da casa, das unhas, dos glúteos e do humor. "Uma coisa muito legal da personagem é que ela estressa para ser feliz, quer resolver tudo. E fica com o humor do mau humor, esse é o mote."

Com o retrato de três gerações, a identificação com a audiência é batata, e não só feminina. Como diz Villaça, é uma chance de os homens entenderem melhor o sexo oposto.

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