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Warner
Cena da série Friends. Warner

Dez curiosidades da série 'Friends'

Do nome original da série aos atores famosos que fizeram teste de elenco e não conseguiram o papel, veja curiosidades sobre Friends

Redação, O Estado de S.Paulo

13 de setembro de 2019 | 14h00
Atualizado 24 de maio de 2021 | 12h28

Com dez temporadas, Friends acumula uma série de fatos inusitados em sua produção: do nome original da série aos atores famosos que fizeram teste de elenco e não conseguiram papéis. Enquanto os fãs aguardam o esperado reencontro dos seis amigos que conquistaram fãs na década de 1990, Friends: The Reunion, que a HBO Max vai exibir, no dia 27, confira 10 grandes curiosidades sobre Friends:

  • A série teve três títulos antes do definitivo: Imsomnia Cafe, Six of One e Friends Like Us. Ela acabou sendo estilizada com pontos finais (F.R.I.E.N.D.S), um para cada personagem. Na abertura, aliás, é possível perceber que cada ponto tem a mesma cor que o guarda-chuvas do personagem correspondente. 
  • Embora a série se passe em Nova York, as filmagens da série aconteceram no estúdio da Warner Bros, na cidade de Burbank, na Califórnia, a mais de 4 mil quilômetros de distância.
  • Os salários do elenco principal se multiplicaram com o decorrer da série. Na primeira temporada, cada ator recebia U$ 22 mil por episódio; na última temporada, o valor era U$ 1 milhão por capítulo. 
  • Outra curiosidade sobre o elenco é que ele poderia ter sido bem diferente. Kathy Griffin e Jane Lynch concorreram ao papel de Phoebe, e Jon Favreau e Jon Cryer participaram de testes de elenco para o personagem Chandler. 
  • O macaco de Ross, Marcel, foi interpretado por dois bichinhos diferentes: Monkey e Katie.
  • Três atores do desenho Os Simpsons fizeram aparições em Friends: Dan Castellaneta (Homer), Hank Azaria (Moe e Apu), e Harry Shearer (Mr. Burns e Smithers).
  • Ross e Rachel não eram o casal central da série, mas ganharam espaço graças à química entre David Schwimmer e Jennifer Aniston.
  • A série fez uma homenagem ao casamento da atriz Courtney Cox com o produtor David Arquette. Na abertura do episódio The One After Vegas, todos os atores ganham o sobrenome Arquette. 
  • Na série, Joey interpreta o Dr. Drake Ramoray na novela Days of Our Lives, da NBC. Na novela real, o pai de Jennifer Aniston, John, interpretou Victor Kiriakis. 
  • Durante a gravidez de Phoebe, a atriz que a interpretava, Lisa Kudrow, estava realmente grávida. 

     

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A volta de 'Friends'

O esperado reencontro dos seis amigos que conquistaram fãs na década de 1990 acontece em um especial nesta semana

Eliana Silva de Souza, O Estado de S.Paulo

23 de maio de 2021 | 05h00

Poucas séries foram capazes de criar uma empatia tão grande com seu público quanto o que ocorreu com Friends. A criação de David Crane e Marta Kauffman ultrapassou a barreira do tempo e se mantém, mesmo após 17 anos de seu encerramento, conquistando um novo público, além de manter um grupo de fãs dos seis amigos, que não economiza esforços para continuar revendo todos os episódios. Foi em 1994 que surgiram na telinha da TV os jovens e inseparáveis amigos Rachel (Jennifer Aniston), Mônica (Courteney Cox), Phoebe (Lisa Kudrow), Joey (Matt LeBlanc), Chandler (Matthew Perry) e Ross (David Schwimmer). 

Mesmo hoje em dia sendo criticada por alguns pontos em seu roteiro que não são mais bem-vistos, Friends tem suas qualidades e, se conquistou uma legião de fãs, certamente alguma coisa positiva e interessante tem aí, seja no texto, que une humor e agilidade em suas falas ou na atuação dos atores, que assumiram com empenho seus personagens, o que acabou os tornando reconhecidos pelos mesmos. Talvez por esse detalhe demonstram constantemente em entrevistas o fardo que é estar tão ligado a um personagem. Um peso, por vezes, mas que tem suas recompensas. No caso, o vultoso montante que ganharam com a série. Pelo que se sabe, quando a série começou, cada ator recebia pouco mais que US$ 22 mil por temporada, valor que saltou para um milhão na última.

E os números acompanharam as crescentes conquistas de público e crítica. Para se ter uma ideia, e por motivo de curiosidade, em 2014, a Netflix apostou suas fichas no seriado, a ponto de investir US$ 118 milhões para ter o direito de manter Friends em seu catálogo. Não suficiente, para manter a série por mais tempo, então, em 2018, foram mais US$ 100 milhões. Mas essa mina de ouro não ficaria com a gigante do streaming por mais tempo – a partir da entrada no mercado da HBO Max, plataforma da WarnerMedia, Friends passou para outra casa, a qual deve chegar por aqui apenas em junho. Nos Estados Unidos, começou a operar no ano passado e vai exibir, no dia 27 de maio, o aguardado especial Friends: The Reunion, que conseguiu a sonhada reunião dos atores da série original. 

Ao todo, Friends conta com 10 temporadas, que somam 236 episódios. Mas não foi somente o público que se apaixonou pela produção, o que fica claro com o número de prêmios recebidos ao longo da trajetória. Foram seis estatuetas do Emmy, uma do Globo de Ouro, SAG Awards, entre outros.

O público brasileiro conheceu a série em 4 de fevereiro de 1996, quando estreou aqui o primeiro episódio. Chegou a ser exibida em canais abertos, o que facilitou a conquista dos fãs brasileiros, na época. A história dos seis amigos, que não se separam e compartilham suas vidas entre si, começa com Rachel (Aniston) fugindo de seu casamento e indo para Nova York para receber o apoio da amiga Monica Geller (Cox), com quem passará a dividir o apartamento. E não poderia encontrá-la em outro lugar a não ser no que viria a se transformar no ponto central da trama, o Central Perk. A partir daí, Rachel passará a integrar o grupo, que passa a ter os seis personagens. Mas será ainda nesse primeiro episódio que veremos Ross (Schwimmer), que é irmão de Monica, se separando de sua mulher, que espera um filho dele, mas que assumiu sua homossexualidade e decidiu acabar com o casamento. Ele está arrasado, mas vê uma luz ao reencontrar sua paixão de juventude, Rachel. 

As várias histórias vividas pelo sexteto também contaram com inúmeras participações especiais, que chegou a um total de 149. Entre os nomes que surgiram em cena, estão Brad Pitt, que nessa época namorava Jennifer Aniston e surgiu na série um amigo de Ross que não gostava de Rachel na época do colégio; Julia Roberts entrou em cena para se vingar de Chandler, que a rejeitou na época da escola – Julia viria a ter um relacionamento com o ator Matthew Perry; Sean Penn, que foi namorado da Úrsula, irmã gêmea da Phoebe; Jane Lynch, impagável com sua voz esganiçada interpretou a corretora Sue; Robin Williams e Billy Crystal também deram uma passadinha pelos Central Perk. 

Como na maioria das séries, tanto a direção quanto o roteiro ganharam a assinatura de vários nomes. Por ser uma produção longeva e com tantas histórias contadas, 18 diretores estiveram à frente das gravações, com Schwimmer, o Ross, entre eles. Desse total geral, 22 tiveram mulheres como diretoras: Gail Mancuso, Dana Piazza, Pamela Fryman, Arlene Sanford, Ellen Gittelsohn e Mary Kay Place. Na equipe responsável pelo texto, que era encabeçada pelos criadores da série Marta Kauffman e David Crane, 51 roteiristas foram responsáveis pelas aventuras dos amigos, como Adam Chase, que participou da elaboração de 31 episódios.

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Análise: 'A série acabou quando as relações ficaram mais sérias'

Para a executiva de TV Jacqueline Cantore, 'Friends' acertou em cheio ao provocar empatia entre espectador e protagonistas

Jacqueline Cantore, Especial para O Estado

23 de maio de 2021 | 05h00

Desde as primeiras reuniões com a NBC em 1993, David Crane e Marta Kauffman, cocriadores de Friends, prometiam uma série sobre aquela fase da vida quando “os amigos formam sua família”. Foi a premissa que estabeleceram no primeiro episódio, no ar em setembro de 1994, e que mantiveram pelos dez anos seguintes em 236 episódios inéditos. No primeiro episódio, Rachel Greene abandona o noivo ortodontista no altar e vai encontrar a amiga Monica Geller num café em Nova York, onde também estão o irmão dela, Ross, e os amigos Joey, Chandler e Phoebe. Todos entre 24 e 26 anos. Ela se muda para o apartamento da amiga e todos a convencem a renunciar os cartões de crédito pagos pelo pai e viver “na vida real”, que Mônica também explica ser “um saco, mas que ela vai adorar”. A partir dali, toda quinta-feira passamos a acompanhar as dores e delícias deste grupo de seis jovens se virar no amor, no trabalho e na “vida real”, numa época em que o futuro é enorme, tudo é possível e os perrengues são enfrentados com o apoio dos amigos. 

Uma sitcom só faz sucesso se seus personagens provocarem empatia e algum engajamento emocional com quem assiste. Friends acertou em cheio com seus seis encantadores protagonistas numa das séries mais bem escaladas de toda história da TV. Seis atraentes e competentes atores, com timing de comédia perfeito, cabiam naquelas personagens como tubinhos de lycra: nada fora do lugar. Jennifer Aniston, Courtney Cox, Lisa Kudrow, Matthew Perry, David Schwimmer e Matt LeBlanc encarnavam jovens que a audiência podia e queria ter como amigos. Sim, queríamos comer na cozinha de Monica, ouvir Phoebe cantar no metrô, viver no mesmo prédio de Chandler e Ross, ter o cabelo de Rachel, rir da burrice de Joey. A familiaridade foi imediata, embora só nos víssemos uma vez por semana. 

A série foi ao ar quando parávamos para ver televisão, todos na mesma hora, sem distração de outras telas, para depois comentar o episódio no dia seguinte. Tínhamos um compromisso semanal com aqueles “amigos”. O texto, fruto de 14 roteiristas muito engraçados e de histórias de vida diversas, era afinado diante de uma plateia ao vivo. Friends inovou na medida que transformou um grupo de amigos em família, com dois deles vivendo o perene arco de casal potencial, “será que eles vão ou não vão?”. Mesmo que de forma tosca, também trouxe temas inéditos para a TV até então, como casamento gay, relacionamento inter-racial, barriga de aluguel, adoção, infertilidade e a rejeição de um pai trans. Sempre com o viés de comédia, o que torna tudo mais palatável. A crítica mais frequente hoje em dia é com a falta de diversidade do elenco e piadas gordofóbicas e transfóbicas. Datadas, sim, mas fruto dos anos 90, quando a época era outra e até um real valia o mesmo que um dólar. 

Friends continua fazendo sucesso, onde quer que vá ao ar. A Netflix pagou US$100 milhões para exibi-la de 2015 a 2019 e a Warner Media certamente não vai largar deste que será um dos pilares de seu serviço de streaming. É fácil de assistir. Um grupo de adultos faz graça inofensiva, com temas universais e de conexão instantânea. Não tem bala, droga, sangue, insulto, tensão. Existe até um termo em inglês para este tipo de série: lean back, que é o que o espectador faz quando está assistindo – relaxa. 

Quando Rachel, Phoebe, Monica, Joey, Ross e Chandler passaram a ficar mais sérios em seus relacionamentos e ter outras prioridades que não seus amigos, a série acabou. A própria cocriadora da série Marta Kauffman, que veio ao Brasil em 2013 a convite da Globosat, deixou muito claro que nunca haveria um filme derivado de Friends e muito menos um remake. Quando estas personagens começam a ter filhos e formar suas próprias famílias, a premissa da série acaba, vira outra coisa. Até mesmo o especial da HBO Max não será sobre como vivem as personagens hoje em dia. Todos já passaram dos 50 e a restritiva cultura do politicamente correto impera. Sem falar que o dólar já vale quase seis vezes mais que o real.

Assista ao trailer de Friends: The Reunion abaixo:

*Jacqueline Cantore é executiva de televisão, co-autora do livro Séries (Objetiva)

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Fãs ganham exposição permanente de 'Friends' em NY e pernoite no apartamento de Monica

O esperado reencontro dos seis amigos que conquistaram fãs na década de 1990 acontece em um especial nesta semana

Eliana Silva de Souza, O Estado de S.Paulo

23 de maio de 2021 | 05h00

Poucas séries foram capazes de criar uma empatia tão grande com seu público quanto o que ocorreu com Friends. A criação de David Crane e Marta Kauffman ultrapassou a barreira do tempo e se mantém, mesmo após 17 anos de seu encerramento, conquistando um novo público, além de manter um grupo de fãs dos seis amigos, que não economiza esforços para continuar revendo todos os episódios. Foi em 1994 que surgiram na telinha da TV os jovens e inseparáveis amigos Rachel (Jennifer Aniston), Mônica (Courteney Cox), Phoebe (Lisa Kudrow), Joey (Matt LeBlanc), Chandler (Matthew Perry) e Ross (David Schwimmer). 

Mesmo hoje em dia sendo criticada por alguns pontos em seu roteiro que não são mais bem-vistos, Friends tem suas qualidades e, se conquistou uma legião de fãs, certamente alguma coisa positiva e interessante tem aí, seja no texto, que une humor e agilidade em suas falas ou na atuação dos atores, que assumiram com empenho seus personagens, o que acabou os tornando reconhecidos pelos mesmos. Talvez por esse detalhe demonstram constantemente em entrevistas o fardo que é estar tão ligado a um personagem. Um peso, por vezes, mas que tem suas recompensas. No caso, o vultoso montante que ganharam com a série. Pelo que se sabe, quando a série começou, cada ator recebia pouco mais que US$ 22 mil por temporada, valor que saltou para um milhão na última.

E os números acompanharam as crescentes conquistas de público e crítica. Para se ter uma ideia, e por motivo de curiosidade, em 2014, a Netflix apostou suas fichas no seriado, a ponto de investir US$ 118 milhões para ter o direito de manter Friends em seu catálogo. Não suficiente, para manter a série por mais tempo, então, em 2018, foram mais US$ 100 milhões. Mas essa mina de ouro não ficaria com a gigante do streaming por mais tempo – a partir da entrada no mercado da HBO Max, plataforma da WarnerMedia, Friends passou para outra casa, a qual deve chegar por aqui apenas em junho. Nos Estados Unidos, começou a operar no ano passado e vai exibir, no dia 27 de maio, o aguardado especial Friends: The Reunion, que conseguiu a sonhada reunião dos atores da série original. 

Ao todo, Friends conta com 10 temporadas, que somam 236 episódios. Mas não foi somente o público que se apaixonou pela produção, o que fica claro com o número de prêmios recebidos ao longo da trajetória. Foram seis estatuetas do Emmy, uma do Globo de Ouro, SAG Awards, entre outros.

O público brasileiro conheceu a série em 4 de fevereiro de 1996, quando estreou aqui o primeiro episódio. Chegou a ser exibida em canais abertos, o que facilitou a conquista dos fãs brasileiros, na época. A história dos seis amigos, que não se separam e compartilham suas vidas entre si, começa com Rachel (Aniston) fugindo de seu casamento e indo para Nova York para receber o apoio da amiga Monica Geller (Cox), com quem passará a dividir o apartamento. E não poderia encontrá-la em outro lugar a não ser no que viria a se transformar no ponto central da trama, o Central Perk. A partir daí, Rachel passará a integrar o grupo, que passa a ter os seis personagens. Mas será ainda nesse primeiro episódio que veremos Ross (Schwimmer), que é irmão de Monica, se separando de sua mulher, que espera um filho dele, mas que assumiu sua homossexualidade e decidiu acabar com o casamento. Ele está arrasado, mas vê uma luz ao reencontrar sua paixão de juventude, Rachel. 

As várias histórias vividas pelo sexteto também contaram com inúmeras participações especiais, que chegou a um total de 149. Entre os nomes que surgiram em cena, estão Brad Pitt, que nessa época namorava Jennifer Aniston e surgiu na série um amigo de Ross que não gostava de Rachel na época do colégio; Julia Roberts entrou em cena para se vingar de Chandler, que a rejeitou na época da escola – Julia viria a ter um relacionamento com o ator Matthew Perry; Sean Penn, que foi namorado da Úrsula, irmã gêmea da Phoebe; Jane Lynch, impagável com sua voz esganiçada interpretou a corretora Sue; Robin Williams e Billy Crystal também deram uma passadinha pelos Central Perk. 

Como na maioria das séries, tanto a direção quanto o roteiro ganharam a assinatura de vários nomes. Por ser uma produção longeva e com tantas histórias contadas, 18 diretores estiveram à frente das gravações, com Schwimmer, o Ross, entre eles. Desse total geral, 22 tiveram mulheres como diretoras: Gail Mancuso, Dana Piazza, Pamela Fryman, Arlene Sanford, Ellen Gittelsohn e Mary Kay Place. Na equipe responsável pelo texto, que era encabeçada pelos criadores da série Marta Kauffman e David Crane, 51 roteiristas foram responsáveis pelas aventuras dos amigos, como Adam Chase, que participou da elaboração de 31 episódios.

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