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Unesco declara a rumba e a cerveja belga como Patrimônios da Humanidade

Decisão foi tomada durante a reunião anual do comitê respondsável realizada em Adis-Abeba, na Etiópia

EFE

30 de novembro de 2016 | 15h07

A Unesco - Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura declarou nesta quarta-feira, 30, a tradição da cerveja belga e a rumba cubana como Patrimônios Imateriais da Humanidade, informaram fontes desta instituição.

A decisão foi tomada durante a reunião anual do Comitê Intergovernamental para a Salvaguarda do Patrimônio da Unesco, realizada em Adis-Abeba, na Etiópia.

A Unesco decidiu proteger a tradição cultural da cerveja belga, que envolve os que produzem, desfrutam e promovem a produção artesanal da bebida.

 

Os analistas reunidos na capital da Etiópia avaliaram a extrema diversidade da arte cervejeira na Bélgica, assim como a intensidade com a qual é consumida e integrada na vida diária e festiva de seus habitantes.

A Bélgica conta com quase 200 fábricas de cerveja que produzem 1.500 tipos diferentes da bebida feita com cevada fermentada, água e lúpulo, muitas delas artesanais e especiais.

No país europeu, a cerveja é submetida a até quatro processos diferentes de fermentação: a espontânea, utilizada na cerveja "lambic" (única na Europa); a alta ou "ale"; a mista, própria das cervejas "tostadas"; e a "baixa" ou "lager", utilizada na modalidade "pilsner".

A declaração da Unesco ressalta que a tradição cervejeira dos belgas, apesar de suas variantes e preferências locais, reforça sua identidade como comunidade, já que é praticada em todo o país.

Em cada província há fábricas, clubes, museus (cerca de 30 em toda a Bélgica), cursos, formação, eventos, festivais e restaurantes dedicados à cerveja.

O Comitê, formado por 24 países signatários do Convenção para a Salvaguarda do Patrimônio da Unesco, também decidiu incluir a rumba cubana na lista de bens protegidos, pois trata-se de "uma expressão de autoestima e resistência" que contribui para a formação da identidade nacional.

A delegação de Cuba dedicou este reconhecimento da cultura e da identidade cubana a Fidel Castro, líder histórico da Revolução que morreu na última sexta-feira, após dez anos afastado do poder.

"A rumba cubana é uma expressão do patrimônio oral e imaterial em que a tradição e a contemporaneidade coincidem com harmonia", avaliou o Comitê.

A rumba, que surgiu nos bairros pobres das cidades cubanas, está vinculada à cultura africana, mas também possui elementos característicos da cultura antilhana e do flamenco espanhol.

"Por sua natureza integradora e diversidade cultural, (a rumba) se transforma em uma expressão de amplo alcance social", destacou a Unesco.

O Comitê Intergovernamental da Unesco se reúne uma vez por ano para analisar o funcionamento da Convenção e as candidaturas de inscrição em suas listas.

A 11ª reunião do Comitê, realizado na Etiópia, é a quarta organizada no continente africano, após as de Argel (Argélia, 2006), Nairóbi (Quênia, 2010) e Windhoek (Namíbia, 2015).

 

 

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