'Um Dia na Broadway' presta homenagem aos musicais clássicos

'Um Dia na Broadway' presta homenagem aos musicais clássicos

Espetáculo volta em cartaz a partir de sexta, dia 11, no Teatro Bradesco, em São Paulo

Ubiratan Brasil, O Estado de S.Paulo

09 de janeiro de 2019 | 03h00

Um casal e seus dois filhos decidem passar férias em Nova York e lá, entre inúmeras opções de passeio, eles planejam assistir a vários musicais. Os pais, na verdade, querem retornar à cidade na qual se conheceram e se apaixonaram. Esse é o ponto de partida de Um Dia na Broadway, musical que volta em cartaz a partir de sexta, dia 11, no Teatro Bradesco.

Trata-se, na verdade, de um tributo aos grandes musicais americanos, uma homenagem feita pelo diretor e produtor italiano Billy Bond que, com isso, festeja seus 30 anos no Brasil, período em que participou da nova fase do gênero em São Paulo. Nascido Giuliano Canterini, em La Spezia, ele primeiro atuou na Argentina, onde comandou um grupo de hard rock, que chegou a ter mais de 100 canções censuradas, no fim dos anos 1960. No Brasil desde 1974, Bond continuou trabalhando ativamente na música – participou da banda punk Joelho de Porco e foi um dos produtores que trouxeram o Queen para o inesquecível show do Morumbi, em 1981.

Foi em 1999 que Bond enveredou definitivamente para o mundo dos musicais, ao assinar a direção-geral da versão nacional de Rent, em 1999. Era uma época em que, apesar do grande apreço que público já demonstrava pelo gênero (bastava checar a incidência de brasileiros na Broadway), o grupo de atores capazes de enfrentar esse tipo de espetáculo ainda era diminuto, ao contrário de hoje.

Em seguida, vieram dois espetáculos mais ousados do ponto de vista artístico, O Beijo da Mulher Aranha (2000), com Claudia Raia, Miguel Falabella e Tuca Andrade, e principalmente Os Miseráveis (2001), que marcou em definitivo o início das produções do porte artístico da Broadway em São Paulo. 

Assim, Um Dia na Broadway desponta como um passeio por um gênero que Bond ajudou a consolidar. A viagem do casal e seus filhos por Nova York é um motivo para o espetáculo apresentar trechos de musicais clássicos, algo que poderia muito bem ser uma introdução às pessoas que ainda não têm familiaridade com o gênero. Afinal, são apresentados os números Priscilla (ao som de It’s Raining Men), Evita (Don’t Cry for me Argentina), Grease (Summer Night), West Side Story (Tonight), Jesus Cristo Superstar (Superstar), Mamma Mia! (Dancing Queen), Cats (Memories), Chicago (All That Jazz), Les Misérables (One Day More) e Mary Poppins (Supercalifragilistic) – com exceção deste último, todos já foram montados em São Paulo.

A forma como cada número é apresentada é interessante – logo no início da trama, quando a família vai começar seu passeio pela cidade, os pais (vividos por Alvinho de Padua e Titzi Oliveira) se perdem dos filhos (Bia Jordão e Henry Gaspar) na estação de metrô Grand Central Station. A partir daí, cada dupla tenta se reencontrar com a outra, utilizando como referência os pontos turísticos de Nova York que todos pretendiam visitar em grupo.

E, ao longo da história, surge um personagem misterioso, George M. Cohan (Marcio Yacoff), que conduz os personagens ao reencontro. Cohan existiu, de fato: é apontado como um dos primeiros a fazer espetáculos nesse formato nos EUA. No musical, torna-se uma homenagem ao próprio Billy Bond.

Teatro Bradesco. Rua Palestra Itália, 500 / 3º piso – Bourbon Shopping. 6ª e sáb., 21h. Dom., 20h. R$ 50 / R$ 200. Até 10/2

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