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Um canto para Burnier

Criação do ator e diretor teatral Luis Otávio Burnier, o grupo Lume tem seu acervo colocado na rede com as informações sobre seus 33 anos de atividades

João Wady Cury, O Estado de S. Paulo

20 de dezembro de 2018 | 02h00

O ator e diretor Luis Otávio Burnier, morto aos 38 anos em 1995, deixou como obra o grupo Lume, mais do que uma trupe teatral, um centro de criação ligado ao Núcleo Interdisciplinar de Pesquisas Teatrais da Universidade de Campinas (Unicamp). Adepto da antropologia teatral, de Eugenio Barba, Burnier, que completaria 62 anos neste 24 de dezembro, recebeu esta semana um presente de aniversário póstumo, mas que, na verdade, é para todos. O acervo online do Lume acaba de ser colocado na rede com todas ou quase todas as informações produzidas nos seus 33 anos de vida. Para acessar, basta digitar arquivo.lumeteatro.com.br.

MEMÓRIA OCULTA

E para arrematar, o Lume estreia em abril uma nova montagem, Kintsugi – 100 Memórias, sobre memória e esquecimento, a partir da doença de Alzheimer. No elenco estão Renato Ferracini, Jesser de Souza, Raquel Scotti Hirson e Ana Cristina Colla, com dramaturgia de Pedro Kosovski e direção do argentino Emilio Garcia Wehbi.

MORTOS MAIS QUE VIVOS

Não é assombração, é memória. Outro que volta é Antonio Abujamra – pelo menos a sua verve sempre estará entre nós. De 18 a 26/1 a cia Os Fodidos e Privilegiados, criada pelo ator e diretor nascido em Ourinhos (SP), apresenta a peça Abujamra Presente – Um tributo exorbitante ao provocador, no Sesc Ipiranga, feita com cenas de montagens de Abujamra, como em O Casamento, Um Certo Hamlet e A Serpente. A direção é de João Fonseca.

 

ESTANTE QUASE VIVA

Bom, esta é a última. Por enquanto. Desta edição. Agora é Vianninha, Oduvaldo Vianna Filho, que teve a sua Rasga Coração reeditada pela Temporal. A editora acaba de confirmar que toda a obra do dramaturgo, morto em 1974, será republicada entre 2019 e 2020. Assim teremos novamente nas estantes obras como Papa Highirte, A Longa Noite de Cristal, Moço em Estado de Sítio, Corpo a Corpo, Se Correr o Bicho Pega, Se Ficar o Bicho Come, Nossa Vida em Família, Allegro Desbum.  

 

VIVOS NO CEMITÉRIO

Papai Noel apareceu repentinamente para o Teatro Cemitério de Automóveis e a sombra do fechamento do espaço do diretor e dramaturgo Mário Bortolotto foi adiada – pelo menos por 16 meses, período do contrato agora assinado, para  alívio do teatro alternativo paulistano.

 

FAZENDA MODELO

Tom na Fazenda papou o prêmio da Associação dos Críticos de Quebec como  espetáculo estrangeiro de 2018, após apresentação no Festival Transamerique. O elenco tem Gustavo Vaz, que já havia levado o Prêmio Shell de  ator, Armando Babaioff, Kelzy Ecard e Camila Nhary. A peça, que tem direção de Rodrigo Portella, vem lotando os teatros por onde passa. 

3 perguntas para...

Enrique Díaz, diretor e ator 

1 - O que é ser ator?

Estou meio procurando saber, dando umas cabeçadas pra descobrir, mas sinto que é belo trabalho de desconstrução permanente.

2 - Como gostaria de morrer no palco?

Não gostaria. 

3 - Frase arrebatadora?

“Existem vários possíveis começos pra isso aqui. Eu vou começar dizendo… sim”. Cérebro_coração, de Mariana Lima.

 

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