‘Rezo para que apareça uma estratégia que drible a crise no Municipal do Rio’, diz Thiago Soares

‘Rezo para que apareça uma estratégia que drible a crise no Municipal do Rio’, diz Thiago Soares

O bailarino brasileiro comentou, em entrevista ao vivo nesta quinta, 27, ao Estado, a situação do teatro onde ele atuou por anos; ele está no Brasil e se apresenta neste fim de semana, no Teatro Sérgio Cardoso, em SP

Adriana Del Ré, O Estado de S.Paulo

27 de julho de 2017 | 22h30

Primeiro bailarino do Royal Ballet de Londres, o brasileiro Thiago Soares, de 36 anos, se apresenta no projeto que ele criou, o Thiago Soares & Convidados, que reúne jovens talentos da dança que têm se destacado no exterior. Nesta primeira edição, Thiago e suas convidadas, Amanda Gomes (da Ópera de Kazan) e Mayara Magri (também do Royal Ballet de Londres), apresentam Giselle. Nas matinês, ocupam o palco outros dois convidados: Mel Oliveira, primeira bailarina do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, e Mikhail Timaev, solista da Ópera de Kazan. As apresentações ocorrem nos próximos dias 29 e 30, no Teatro Sérgio Cardoso.

Há 11 anos protagonista da tradicional companhia inglesa, Thiago esteve na redação do Estado nesta quinta-feira, 27, e deu entrevista ao vivo na página do Cultura Estadão, no Facebook. Ele falou sobre a importância do projeto que apresenta neste fim de semana em São Paulo, sobre sua trajetória e sobre a situação dos bailarinos no Brasil – muitos deles se veem obrigados a seguir carreira no exterior, assim como ele. “Temos grandes bailarinos, grandes professores e grandes coreógrafos (no Brasil). O problema que chega um momento em que a maioria de nós tem que encarar a falta de apoio para poder se expandir. Os projetos das companhias estão sempre sendo bloqueados, ou a verba é diminuída, ou o apoio é menor”, avaliou Thiago. 

“Acho que o problema maior é esse apoio que a gente precisa, a cultura, as companhias, os projetos. A gente precisa de um apoio do governo, e cultura é prioridade. Acho que a cultura é o que determina muito a identidade do país. Acho que esse apoio é muito sério e fundamental”, completou.

Ele também falou sobre a crise no Theatro Municipal do Rio, onde ele atuou durante anos. “É uma das casas – senão a casa - mais importante da latino América. É um pilar, muito importante para o País inteiro, e muito importante para o Rio de Janeiro. Todas as grandes estrelas passaram por ali”, diz. “É uma casa que nos representa, é muito triste ver essa crise como está afetando eles. Eu rezo para que apareça uma estratégia para tentar driblar essa crise e que aquele teatro pare de chorar.” 

Assista à entrevista na íntegra: 

 

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