Denise Andrade/Estadão
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Produtora teatral Lulu Librandi morre em São Paulo aos 74 anos

Internada desde novembro, ela foi vítima de fibrose pulmonar

Antonio Gonçalves Filho, O Estado de S. Paulo

05 de fevereiro de 2015 | 20h39

Morreu nesta quinta-feira, aos 74 anos, às 16h30, no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, a produtora teatral Lulu Librandi, vítima de fibrose pulmonar. Ela estava internada desde novembro. Sua infecção pulmonar se espalhou, atingindo rins e coração. O corpo será velado a partir das 9 horas desta sexta-feira, no Teatro Sérgio Cardoso, seguindo às 14h30 para o Crematório da Vila Alpina, segundo informação de sua filha, a professora de Literatura Marília Librandi.

Lulu Librandi teve grande importância na cena cultural paulista e carioca. Em São Paulo, ajudou a criar, em 1977, a sala Guiomar Novaes, na alameda Nothman, no centro, ajudando a promover a carreira de artistas experimentais como os músicos Arrigo Barnabé e Itamar Assumpção. Paralelamente, ela trabalhou junto à atriz e produtora teatral Ruth Escobar, assumindo posteriormente a direção da Funarte e do Centro Cultural São Paulo.

Ativa, ela foi articuladora política e trabalhou como secretária internacional do Ministério da Cultura na gestão de Celso Furtado, ajudando a montar no Museu de Arte Moderna de Paris, em 1986, a exposição 'Modernidade Brasileira no Século 20'.

Atuante como produtora cultural, ela tinha predileção pela escritora francesa Marguerite Duras (1914-1996), produzindo peças baseadas em textos seus, entre elas 'A Doença da Morte' (2012), com direção de Márcio Aurélio, e 'A Música Segunda' (2009), que teve direção de José Possi Neto e exigiu de Librandi uma negociação de dez anos pelos direitos autorais. Ela também produziu  a peça 'Pequenos Crimes Conjugais', de Eric-Emmanuel Schmitt, com Maria Fernanda Cândido e Petrônio Gontijo, montada em 2009.

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