Sara Krulwich/The New York Times
Sara Krulwich/The New York Times

Produtora antecipa musical para usar lei de incentivo antiga

Como previa mudanças na Lei Rouanet, Stephanie Mayorkis conseguiu aprovação para ‘Chicago’ ainda em 2018

Ubiratan Brasil, O Estado de S. Paulo

27 de outubro de 2019 | 06h00

A nova comédia musical de Claudia Raia e Jarbas Homem de Mello, Conserto Para Dois, só deve chegar a São Paulo em junho de 2020. Isso porque ela e Jarbas decidiram retomar o hábito de excursionar pelo Brasil, o que se tornou proibitivo com as grandes produções, que enfrentam altos custos de transporte e hospedagem, além da ausência de teatros capacitados a receber tais espetáculos. “No início da minha carreira, viajei para diversas cidades brasileiras, em todas as regiões, o que faremos agora, aproveitando minhas férias na Globo”, explica Claudia, que também fará uma turnê de seis semanas em Portugal.

Em cena, ela e Jarbas se dividem entre 11 personagens, o que exige uma troca rápida de figurinos, ao estilo Irma Vap. “É um exercício de interpretação, pois temos de adaptar voz e postura em questão de segundos”, conta Jarbas, que divide a direção com Kátia Barros. A direção musical é assinada por Tony Lucchesi, que também criou as canções originais ao lado de Thiago Gimenes e Anna Toledo – ela ainda é autora do texto.

Em 2020, o público ainda poderá saborear espetáculos de grande porte. Isso porque muitos produtores aprovaram seus projetos ainda em 2018, quando vigorava a antiga Lei Rouanet. “Sempre me antecipo, mas, no ano passado, percebendo que o novo governo poderia mudar tudo, me antecipei ainda mais”, conta a produtora Stephanie Mayorkis, que estreia uma nova versão de Chicago em agosto de 2020, no Teatro Santander, com Emanuelle Araújo e provavelmente Daniel Boaventura entre os protagonistas. O mesmo espaço recebe antes, a partir de março, Summer: Donna Summer Musical, com direção de Miguel Falabella.

Ainda em 2020, são esperadas as estreias de Dream Girls, pela Chaim Produções, e o novo espetáculo com a assinatura do Atelier de Cultura – especula-se que seja A Fantástica Fábrica de Chocolate. Produções de menor porte também estão no radar, como Morte e Vida Severina, para o segundo semestre.

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