CAIO GALUCCI - 20/7/2016
CAIO GALUCCI - 20/7/2016

Prêmio Reverência terá agora 170 jurados para eleger musicais

A novidade é criação de uma academia com artistas veteranos e indicados das 3 primeiras temporadas

Ubiratan Brasil, O Estado de S.Paulo

23 Maio 2018 | 06h00

O Brasil já é considerado o terceiro mercado de musicais do mundo, atrás apenas da Broadway e do West End londrino. Não é de surpreender, portanto, a existência de prêmios dedicados unicamente ao gênero, como o Bibi Ferreira e o Reverência que, anualmente, celebram os melhores artistas da temporada. 

Os dois prêmios costumavam ter processos semelhantes de apuração: um corpo de jurados avalia uma série de espetáculos em diversos quesitos até surgirem os vencedores.

O Reverência, porém, pretende modificar seu método a partir deste ano. “Depois de três temporadas completas e, agora, contando com todo o abraço e acolhimento da classe teatral, vamos reformatar o processo de votação”, afirma Antonia Prado, criadora do prêmio.

Com isso, ela anuncia a criação da Academia Reverência, que será formada pelos antigos jurados, por veteranos do teatro musical brasileiro e por todos os artistas que foram indicados nas três primeiras edições do Reverência. 

“Saímos de um time de 16 jurados para uma plataforma com 170 pessoas”, observa Antonia. “Com novas vozes, engajadas e atuantes, reforçamos nossas escolhas passadas e também a crença de que ninguém melhor do que a própria classe para votar nela mesma.”

Também mudou a forma de votação. Antes, os jurados davam notas em diversas categorias em todos os espetáculos vistos por eles entre os inscritos. A votação acontecia pela internet e os votos eram encaminhados para uma empresa de auditoria, que fazia a apuração e determinava os vencedores.

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Agora, todos os membros da Academia vão escolher um artista de cada categoria. “Para os jurados que estiverem em atuação na temporada, fica impedida a votação somente na categoria em que estiver concorrendo”, observa Antonia, afirmando ainda que o processo continuará em duas etapas: escolha dos indicados e eleição dos vencedores. “O voto continua secreto e auditado, sendo agora direto (não mais o sistema de notas), através de sistema automatizado e digital com supervisão autônoma da auditoria Ecovis Peemon. Adicionamos a essa empresa, uma nova, para garantir a segurança digital: Certisign, líder da America Latina.”

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Com isso, o Reverência segue a mesma trilha que outros importantes prêmios mundiais, como o Oscar e o Emmy. “Enxergamos essas adaptações como um voto de confiança na classe teatral, acreditando que o voto consciente – muito em voga num Brasil tão turbulento – será bem utilizado, para juntos levarmos o nome do teatro musical cada vez mais longe”, comenta Antonia, que mantém ainda o revezamento no local da entrega dos prêmios – em 2018, será em São Paulo, em lugar e data a serem definidos. Também a transmissão pela internet, iniciada no ano passado, deverá continuar.

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