Prêmio Reverência consagrou ‘Elis, a Musical’ como melhor espetáculo de 2014

Prêmio Reverência consagrou ‘Elis, a Musical’ como melhor espetáculo de 2014

Teatro musical brasileiro ganhou, na segunda-feira, 24, mais um reforço na luta pelo seu reconhecimento

Ubiratan Brasil, O Estado de S. Paulo

25 Agosto 2015 | 20h41

O teatro musical brasileiro ganhou, na segunda-feira, 24, mais um reforço na luta pelo seu reconhecimento. Na noite daquele dia, no Hotel Fasano, no Rio, aconteceu a cerimônia da 1.ª edição do Prêmio Reverência aos melhores do gênero. Elis, a Musical consagrou-se como o espetáculo de 2014, faturando também os troféus de atriz (Laila Garin), ator coadjuvante (Danilo Timm) e direção musical (Délia Fischer).

O prêmio foi criado pela produtora Antonia Prado, que há sete anos planejava homenagear o teatro musical. “Na verdade, minha intenção era reunir os artistas de Rio e São Paulo em um único prêmio, pois o trabalho tem que ser conjunto”, disse ela, que conseguiu reunir boa parcela dos grupos ligados ao gênero. Para reforçar sua intenção, Antonia pretende revezar o local da cerimônia com São Paulo.

Com apresentação de Heloisa Périssé, que interpretou a Bruxa em O Mágico de Oz na montagem de 2012, o prêmio Reverência aclamou ainda o elenco de Samba Futebol Clube na categoria de ator principal e Gustavo Gasparani como melhor diretor. Lilian Valeska foi a melhor coadjuvante, por Todos os Musicais de Chico Buarque em 90 Minutos, enquanto o próprio Chico foi lembrado como melhor autor por Ópera do Malandro. A lista incluiu ainda Fause Haten (figurino de A Madrinha Embriagada), Luiz Paulo Neném (pela iluminação de O Grande Circo Místico), Rogério Falcão (cenário de Os Saltimbancos Trapalhões) e o Projeto Educacional Sesi-SP em Teatro Musical, pelas montagens de A Madrinha Embriagada e Homem de La Mancha.

Malu Rodrigues e Thiago Machado lembraram grandes sucessos em um belo número musical, assim como uma divertida sátira cantada por Totia Meirelles. Kiara Sasso fez uma pequena mas terna apresentação, o que fez saudosistas se lembrarem dos pioneiros na nova fase do musical brasileiro, como Saulo Vasconcellos, Marcos Tumura e Sara Serres, entre outros. 

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