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Pinter terá estrelas na reta final

Nos 10 anos da morte do dramaturgo britânico, festival que leva o seu nome mostra em Londres peças como 'Traição', com o ator Tom Hiddleston

João Wady Cury, O Estado de S. Paulo

24 Janeiro 2019 | 02h00

O festival Pinter at the Pinter, em Londres, que celebra os dez anos da morte do dramaturgo britânico Harold Pinter (1930-2008), começa a receber na reta final do evento as principais estrelas do teatro britânico. Nas próximas semanas participam do festival de peças curtas de Pinter os atores Tom Hiddleston (foto acima), que foi Loki, no filme Thor, na peça Traição, a partir de 5 de março e nas 12 semanas seguidas. Depois é a vez de Martin Freeman (Watson, na série britânica Sherlock) subir ao palco do Harold Pinter Theatre. Atuará em duas peças curtas do autor, O Garçom Burro e Uma Leve Dor, de 31 de janeiro a 23 de fevereiro. É a primeira vez que todas as peças de Pinter são exibidas em uma mesma temporada.

OH, WILL! 

Já que estamos na terra do bom e velho Will Shakespeare, há mais novidades – e como a temporada teatral de inverno se encerra em abril, é bom anotar na agenda. O The Globe acaba de anunciar as peças do bardo para a temporada do verão europeu deste ano, que acontece de maio a outubro. Pegue o paninho, vivente, pois é de babar. Estão previstas para este ano pelo menos dez montagens novas, dentre elas estão As Alegres Matronas de Windsor (na tradução de Millôr Fernandes), Sonhos de uma Noite de Verão, Péricles – Príncipe de Tiro, Noite de Reis, A Comédia dos Erros, as duas partes de Henrique IV (Hotspour e Falstaff) e Henrique V. E tem muito mais de onde saiu isso, basta seguir a luz que nos locupleta: www.shakespearesglobe.com

MIRA NO CENTRO  

Quando abrir sua programação em 31 de janeiro, com as montagens de Contágio 8X1, da artista Patrícia Bergantin, o Centro da Terra inicia um novo formato de trabalho, com residências que privilegiarão as pesquisas cênicas. Mais do que isso. Investirá em um modelo que cruza teatro, dança, performance e artes visuais como vocação da temporada. A pré-estreia se dará com o solo Abominável, de Larissa Ballarotti. A maior parte das montagens terá ensaios abertos para expor o processo de trabalho e também encontros com os artistas e diversas exposições. Na sequência virão as encenações de Clamor, de Danilo Patzdorf, Refluxo, de Lucas Brandão, e as performances Gênera, de Flora Kountouriotis e Carolina Bianchi, e Jogo de Questões, de Patricia Araújo. Dentre os artistas residentes neste ano estão Fabrício Licursi, Rubens Veloso, Ana Carolina Marinho, Cristiano Burlan, Ana Zepa, Mirella Brandi e Muep, e os irmãos Pedro e Diogo Granato. O Centro da Terra fica na Rua Piracuama, em Perdizes (zona oeste de São Paulo). 

 PRATA PESADA 

O dramaturgo norte-americano Nicky Silver bomba entre os artistas brasileiros. Várias de suas peças foram montadas por aqui, como Adorável Garoto, Os Altruístas, Família Lyons, Pterodátilos, Os Solitários. A preferência tem motivo. Silver leva para o palco um divã invisível para tratar os dramas dos humanos – oh, pobres seres solitários – como se deve em suas vertigens urbanas e angústias pessoais. Trata-se de um autor típico do off-Broadway nova-iorquino, onde a maior parte de seus textos foi inicialmente montada, apesar de morar em Londres há alguns anos. Está saindo do forno agora mais um trabalho de Silver, a peça Três Mudanças (foto acima), escrita pelo dramaturgo há dez anos. A direção é de Mario Bortolotto, que também assina a sonoplastia. No elenco estão Bruno Guida, Carolina Mânica, Lucas Romano, Nilton Bicudo e Renata Becker. Estreia prometida para 8 de fevereiro, no Sesc Ipiranga.

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