Daniel Porto
Daniel Porto

'Os Últimos 5 Anos' será interpretado e produzido por Beto Sargentelli e Eline Porto

Dilema entre amor e profissão inspira musical

Ubiratan Brasil, O Estado de S.Paulo

17 de agosto de 2018 | 06h00

Os atores Beto Sargentelli e Eline Porto buscavam um texto que pudesse realizar seus desafios artísticos quando se lembraram de The Last Five Years, musical escrito por Jason Robert Brown, que até inspirou uma versão para o cinema. Escolha feita, o espetáculo, com o título de Os Últimos 5 Anos, estreia dia 16 de setembro, no Teatro Viradalata, ficando em cartaz aos domingos e às segundas-feiras.

“A peça se tornou um sucesso no mundo, pois mostra os dois lados da moeda, os dois lados da história de um relacionamento de 5 anos de um jovem casal de maneira inovadora”, conta Sargentelli, que será o produtor da montagem ao lado de Eline - ambos também serão os protagonistas. “O rapaz, Jamie, conta a história do começo ao fim no sentido cronológico e a moça, Cathy, conta a história no sentido oposto, do fim para o começo.”

A ação será transferida para São Paulo, mas a teoria romântica da relatividade será mantida. “O grande barato é ver quando as coisas se invertem e mostram os motivos de cada um sobre as mesmas situações”, continua o ator, lembrando ainda da necessidade de o casal de intérpretes revelar sua versatilidade musical. “As canções contam perfeitamente a história, mas possuem ritmos e estilos que variam da música latina à música clássica.”

Com direção de João Fonseca, o espetáculo traz a curiosidade de que os atores só vão se relacionar diretamente num determinado momento, quando a história que avança no tempo e a que recua se encontram num exato segundo, justamente o do casamento. “A obsessão com o tempo está se tornando uma realidade cada vez mais presente em nossa sociedade. Nessa época imediatista em que vivemos, os relacionamentos andam fadados ao fracasso devido ao receio de ‘perdermos tempo’ com a pessoa errada, ou a ansiedade de ascendermos rapidamente em nossa profissão.”

Segundo ele, o musical consegue retratar exatamente essas questões. “Jamie conquista o sucesso rápido demais como escritor e Cathy luta anos para conseguir uma grande oportunidade como atriz. Essa disparidade entre os ‘tempos’ ou momentos tão relativos nas vidas de cada um gera inúmeras discussões para o espectador.”

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