Laurent Liotardo/ The New York Times
Laurent Liotardo/ The New York Times

'Não há apresentação de Natal' sem apoio do governo britânico, alerta chefe de balé

Isolamento mais rigoroso da história dos tempos de paz deixou teatros, casas de ópera e companhias de balé sem público por meses

Guy Faulconbridge e Sarah Mills, Reuters

25 de junho de 2020 | 09h17

A temporada de Natal do balé britânico está em risco, a menos que o governo intervenha para ajudar as companhias de dança a superar a crise do novo coronavírus, disse a diretora artística de um dos principais balés do país.

O isolamento mais rigoroso da história dos tempos de paz deixou teatros, casas de ópera e companhias de balé sem público por meses, enquanto as principais bailarinas, com até 8 horas de treinamento por dia, tinham dificuldades para trabalhar em casa.

O English National Ballet, que recentemente se mudou para uma nova sede em Londres, afirmou que precisa urgentemente de apoio estatal para garantir que a indústria de artes possa sobreviver.

“Não temos renda”, disse Tamara Rojo, de 46 anos, uma bailarina que se tornou diretora artística do English National Ballet. “As indústrias criativas e as artes trazem bilhões para a economia, por isso não estamos pedindo ajuda para sempre —apenas para voltar ao normal”.

“A menos que algo aconteça em breve, não haverá apresentações de Natal —o Natal terá que ser cancelado”, completou Tamara, uma dançarina espanhola.

O English National Ballet colocou 87% de sua equipe sob licença e pediu que as pessoas aceitassem cortes salariais de 20%.

Com uma regra de distanciamento social de 2 metros, um teatro de 2.500 lugares pode acomodar apenas 600 pessoas. Com uma regra de 1 metro, pode acomodar 900 pessoas, o que torna qualquer produção não rentável, de acordo com a diretora artística.

 

 

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