David Gray/ Reuters
David Gray/ Reuters

Nadal vira protagonista de peça de teatro homoerótica em cartaz em Nova York

'Não está sendo representado como um homem gay, mas como um símbolo gay', diz dramaturgo sobre tenista

EFE

15 Dezembro 2017 | 19h35

O tenista espanhol Rafael Nadal se transformou de forma inesperada no protagonista de uma peça de teatro de conteúdo homoerótico, após o dramaturgo Peter Gil-Sheridan se inspirar nele para a sua obra The Rafa Play.

O espetáculo, que poderá ser visto em Nova York só nesta sexta-feira, 15, e no sábado, 16, foi escrito por Gil-Sheridan e tem direção de Morgan Gould, enquanto o ator Juan Arturo interpreta o tenista, que se envolve com um dramaturgo homossexual.

Gil-Sheridan criou um personagem baseado nele mesmo que consegue um trabalho nos escritórios da ATP na Flórida e acaba vivendo um tórrido romance com Nadal e exibe a conquista a seus amigos como se tratasse de um troféu de caça.

O dramaturgo explicou ao The New York Times que a obra não é "biográfica" e o tenista funciona como "símbolo".

"Para mim, como homem gay, ele é o ideal masculino que procuro. Portanto, em parte é ele, e em parte não. É algo gracioso. Não está sendo representado como um homem gay, mas como um símbolo gay", disse Gil-Sheridan.

O clima luxurioso e lascivo das cenas entre Nadal e Peter do primeiro ato se desvanece depois, quando o casal vai à casa do tenista, em Mallorca, e lá se dão conta de que são incompatíveis, segundo o relato do The New York Times.

"Se realmente realizasse esta fantasia, como seria realmente? Está claro que não funcionaria", explicou Gil-Sheridan, e acrescentou: "O Rafa Nadal que criei no primeiro ato é produto da minha imaginação".

O dramaturgo disse que não tinha pedido permissão nem a Nadal nem a seus representantes para usá-lo como personagem de sua peça, já que as paródias e as sátiras de figuras públicas estão protegidas dos processos por difamação nos Estados Unidos.

A obra incorpora alguns elementos que a fazem mais realista, como quando o tenista revela sua paixão pelo musical O Fantasma da Ópera, que é real, ou quando fala das cãibras que sofre frequentemente nas panturrilhas, que em 2011 o obrigaram a interromper uma entrevista coletiva no US Open.

Por outro lado, outros detalhes são mais imprecisos, como quando Nadal veste uma camisa com marcas esportivas que não usa na vida real.

 

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