Costa Bianca Films
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Musical ‘O Pescador e a Estrela’ mostra que sonhar supera limites

Espetáculo acompanha um rapaz com deficiência visual e que é apaixonado por uma estrelinha

Ubiratan Brasil, O Estado de S.Paulo

04 de setembro de 2021 | 05h00

Fabiandro é um pescador com deficiência visual. Morador em uma cidade chamada Aurélia, ele é apaixonado por uma estrela, mesmo sem nunca tê-la visto. Juntos, eles cantam e dançam todas as noites até que a estrela simplesmente desaparece. A jornada até o céu, em busca de sua amada, é o ponto de partida de O Pescador e a Estrela, singelo musical infantojuvenil que chega ao Centro Cultural Branco do Brasil de São Paulo, neste sábado, 4.

“Nós perdemos muito nos últimos tempos: amigos, familiares, amores. É como se uma luz em nós tivesse se perdido também, assim como a estrela do Fabiandro”, observam Lucas Drummond e Thiago Marinho, autores da peça, em depoimento que consta no material de divulgação. “Por meio deste espetáculo, queremos inspirar o público a reencontrar essa alegria, esse brilho dentro de si, porque acreditamos que é isso que a arte e a cultura fazem.”

Com direção de Karen Acioly, o espetáculo mostra como Fabiandro sai em busca de sua estrela, ao lado de Hortênsia, uma menina superprotegida pelas tias que quer, mais que tudo, conhecer o mundo. E, como toda trama, a dupla é obrigada a enfrentar o ganancioso casal Prattes, que planeja roubar a estrela.

Um dos grandes cuidados da montagem está na direção de movimento, assinada pela atriz e bailarina Moira Braga, também com deficiência visual. “É um projeto que une afetos e talentos, com uma configuração artística que foca na acessibilidade e inclusão”, comenta ela.

A combinação de detalhes carinhosos também está presente na cenografia criada por Doris Rollemberg, que espalhou véus pelo palco – algo como membranas que dificultam a visão, mas que caem quando seu mundo se expande através da sua imaginação. A proposta é mostrar, especialmente ao público jovem, a importância dos outros sentidos quando um deles, a visão, falha. E, em um mundo muito ligado ao visual como o dos dias atuais, essa se torna uma experiência única.

“A saudade é um sentimento muito silencioso no coração de uma criança e precisamos falar sobre isso. Inventamos um espetáculo que olha para o que sente essa criança e que a escute. A música nos guia, em movimentos circulares, através do imaginário de um menino que precisa inventar uma cidade, descortinar os seus véus e viver uma perigosa aventura, para ver o que sente”, afirma Karen, também no material de divulgação.

O projeto do espetáculo nasceu em 2016, a partir de uma canção criada por Thiago Marinho e que tratava de um pescador que se apaixona por uma estrela que desaparece do céu. Ao notar o potencial dramatúrgico da poesia, Lucas Drummond, que interpreta o menino, propôs criarem uma peça musical.

O espetáculo terá sessões presenciais, com limite reduzido de cadeiras, 40% da capacidade, para garantir o distanciamento e o uso de máscara durante a apresentação será obrigatório. Será possível também assistir fora do teatro, por meio do canal do Banco do Brasil (youtube.com/c/bancodobrasil).

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