Charles Sykes/Invision/AP
Charles Sykes/Invision/AP

Musical 'Hadestown' é o grande vencedor do Prêmio Tony, o Oscar do teatro

Peça original começou em pequenos teatros antes de chegar à Broadway. Premiação é dedicada aos melhores das artes cênicas e musicais

Redação, O Estado de S.Paulo

10 de junho de 2019 | 07h14

NOVA YORK - Peça original que começou em pequenos teatros antes de chegar à Broadway, o musical Hadestown foi o grande vencedor da 73ª edição do prêmio Tony, que ocorreu na noite do último domingo, 9, no Radio City Music Hall. A premiação, considerada a grande festa do teatro americano, coloca em evidência os melhores do palco dos Estados Unidos.

Além de melhor musical, Hadestown levou prêmios como o de melhor trilha sonora, melhor direção e melhor ator coadjuvante. A peça conta a história repaginada do mito grego de Orfeu e Eurídice em ritmo de folk e blues.

Ao contrário de muitos outros títulos, inspirados em filmes ou remakes de grandes sucessos e que chegam diretamente aos principais teatros de Nova York, Hadestown nasceu como um projeto que fez excursão por pequenos teatros do estado de Vermont antes de saltar para praças maiores.

A obra foi criada pela cantora Anaïs Mitchell, que não tinha nenhum vínculo com a Broadway, e tem como diretora Rachel Chavkin, a única mulher indicada na sua categoria. No evento, Rachel aproveitou a vitória para denunciar a falta de diversidade nos prêmios. "Há tantas mulheres preparadas, tantos artistas de cor preparada. Temos que ver essa diversidade racial e de gênero refletido também por nossos críticos."

Entre os atores, Santino Fontana (Tootsie) foi o melhor ator protagonista de musical, enquanto Stephanie J. Block foi a melhor atriz, por The Cher Show.

A atriz Ali Stroker, do musical Oklahoma!, foi aclamada pelo público ao levar o prêmio de melhor atriz coadjuvante e se tornar a primeira intérprete em cadeira de rodas a ganhar um Tony. Stroker, que sofre de paralisia causada por um acidente, dedicou o prêmio a todas as crianças com algum tipo de problema ou incapacidade.

Outro dos discursos mais celebrados foi o do colombiano Sergio Trujillo, ganhador de melhor coreografia pelo seu trabalho em Ain't Too Proud. No discurso, ele pediu esperança aos imigrantes. "Eu cheguei a Nova York há mais de trinta anos como um imigrante ilegal. Sou a prova, para todos aqueles sonhadores, que o sonho americano ainda está vivo, porque vão vir mudanças", disse em inglês.

O Tony de melhor obra da temporada foi para The Ferryman, enquanto o prêmio de melhor ator ficou com Bryan Cranston (Network) e de melhor atriz com Elaine May (The Waverly Gallery).

O comediante James Corden voltou a ser este ano o mestre de cerimônias e abriu a festa com um longo número musical em homenagem ao teatro. Cheio de brincadeiras sobre o sucesso das séries de televisão, os altos preços da Broadway e os baixos salários dos trabalhadores do teatro, o número arrancou uma gargalhada após outra do público.

Corden contou com o apoio de várias estrelas, que foram ao Radio City Music Hall para apresentar os prêmios, entre elas Tina Fey, Jake Gyllenhaal, Samuel L. Jackson, Lucy Liu e Sara Bareilles.

Antes do show, o tapete vermelho foi dominada pelas cores do arco-íris, em um tributo de flores ao World Pride, que este ano também acontece em Nova York para comemorar os 50 anos dos distúrbios de Stonewall Inn que deram início ao movimento do Orgulho Gay. / EFE

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