Sara Krulwich/The New York Times
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Morre Judith Malina, fundadora do Living Theatre

Junto ao marido, Julian Beck, ela atuou no teatro político dos EUA

O Estado de S. Paulo

13 de abril de 2015 | 12h15

A atriz e diretora alemã Judith Malina morreu na sexta-feira, em Englewood, no estado americano de Nova Jersey, aos 88 anos. Co-fundadora do grupo americano Living Theatre, ela destacou por unir a trupe de ativistas e provocadores que fizeram avançar a ideia de um teatro político nos EUA. Fumante havia anos, Judith lutava contra um câncer de pulmão.

A atriz nasceu em Kiel, na Alemanha, em 1926. Foi vista na série televisiva The Sopranos, na qual viveu a Tia Dottie, uma freira que, prestes a morrer, revela ao mafioso Paulie Walnuts que é sua mãe. No cinema, atuou em filmes como A Família Addams (1991) e A Era do Rádio (1987), dirigido por Woody Allen.

Judith esteve no Brasil em 1970, com o marido Julian Beck e o Living Theatre, a convite do Teatro Oficina. Na ocasião, o casal foi preso na ditadura militar, sob acusação de porte de maconha. Defensores do grupo suspeitaram que a prisão ocorreu para evitar que o Living Theatre fizesse uma apresentação de protesto em Ouro Preto, cidade mineira onde estavam. O casal foi solto e deportado após celebridades como John Lennon e Jean-Paul Sartre fazerem um abaixo-assinado contra a polícia brasileira.

“Tive forças para falar a Julian: ‘Estou com medo’”, escreveu em um relato sobre o momento em que foi presa. “Eu sofro de ligeira claustrofobia e tenho certo medo de escuro, mas Julian acrescentou: ‘Eu te amo’, e o medo diminuiu.” /COM INFORMAÇÕES DO NEW YORK TIMES

 

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