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Morre, aos 89 anos, a bailarina russa Maya Plisetskaya

Ela era considerada uma das mais importantes artistas da área do século 20

O Estado de S. Paulo

02 de maio de 2015 | 16h46

A grande bailarina russa Maya Plisetskaya morreu neste sábado (2) vítima de um enfarte, aos 89 anos, anunciou o diretor do Teatro Bolshoi, Vladimir Urin. A bailarina, apelidada de ‘a rainha do ar’, alcançou um de seus primeiros sucessos com a representação, em 1947, de O Lago dos Cisnes.

Graças à sua versatilidade, ela poderia interpretar personagens tão diversos como a enlouquecida Zarina em A Fonte de Bakhchisarai; a perversa Kitri de Don Quixote;Carmen e Anna Karenina.


Plisetskaya foi agraciada, em 2005, junto com a bailarina espanhola Tamara Rojo, com o prêmio Príncipe de Astúrias das Artes, por ser considerada uma das mais brilhantes dançarinas da história da dança. O júri entendeu que Plisetskaya tinha “convertido a dança em uma forma de poesia em movimento, ao combinar qualidade técnica requintada com sensibilidade artística e humana”.

Nascida em Moscou, em 20 de novembro de 1925, Maya Plisetskaya era filha de artistas relacionados com o teatro lírico e a dança (sua mãe era uma atriz dramática e estrela do cinema mudo). Começou a dançar aos 3 anos. Considerada uma das mais importantes artistas da área do século 20, foi primeira bailarina do Balé Bolshoi de Moscou e diretora do Balé Clássico Nacional da Espanha.

Seu caráter forte, uma energia incomum e a rejeição de convenções acadêmicas no balé fizeram dela um mito da cena. Esta “prima donna” do balé participou da evolução e das mais importantes mudanças coreográficos e interpretativos da dança.

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