Fabio Motta|Estadão
Fabio Motta|Estadão

Morre a diretora e atriz Bel Garcia da Cia dos Atores

A carioca, que estava com 48 anos, trabalhou com artistas como Enrique Diaz e Drica Moraes na formação de um teatro experimental

Leandro Nunes, O Estado de S. Paulo

25 de novembro de 2015 | 21h18

Na manhã desta quarta-feira, 25, a atriz e diretora Bel Garcia faleceu, aos 48 anos, vítima de câncer no cérebro, com o qual lutava há quase três anos. Ela estava internada no Hospital Copa D'Or desde o fim de semana. O velório será nesta quinta-feira, 26, a partidas das 8h. Ela será cremada às 15h. 

Em seus últimos trabalhos, Bel dirigiu, ao lado de Susana Ribeiro, o premiado Conselho de Classe, texto de Jô Bilac com a Cia dos Atores. A montagem fez parte dos comemorativos de 25 anos da companhia. Na história, quatro professoras marcam uma reunião, após a diretora ser afastada por ter sido agredida por um aluno. Em 2015, a carioca estreou Beije Minha Lápide, sobre o universo do escritor Oscar Wilde, com Marco Nanini e em mais uma parceria com Bilac. 

Formada na Uni-Rio, Bel integrava a Cia dos Atores desde 1989 onde atuou nos espetáculo A Bao A Qu - Um Lance de Dados, em 1990, baseado nas obras Livro de Seres Imaginários, de Jorge Luis Borges, e Um Lance de Dados, de Malarmé. Em 2000, atuou em O Rei da Vela, de Oswald Andrade, e em Ensaio.Hamlet. Também participou de montagens com as companhias Teatro Medieval e L'acte. Foi dirigida por Mauro Mendonça Filho no espetáculo Deus, escrito por Woody Allen. 

Em 1998 dividiu com Enrique Diaz e César Augusto a direção do Espaço Cultural Sérgio Porto no Rio de Janeiro.

No cinema, a carioca estreou em 2003, com Filme de Amor, de Julio Bressane e Fernando Eira. No mesmo ano, participou de As Alegres Comadres, dirigido por Leila Hipólito. Sua última participação foi em 2013 em Exilados do Vulcão, de Paula Gaitán. 

Em homenagem a atriz, Diaz postou em sua página no Facebook, um trecho de Hamlet. “Já tens água demais, pobre Ofelia, por isso contenho minhas lágrimas, mas esse é o jeito humano. A natureza cobra a natureza, a vergonha diga o que quiser, quando acabarem minhas lágrimas não haverá mais mulher em mim”.

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