Murilo Bomfim/Estadão
Murilo Bomfim/Estadão

Manifestantes e secretário estadual de Cultura não entram em acordo após ato contra cortes

Deputados estaduais devem protocolar chamado a Marcelo Araújo para realizar encontro entre as partes na Assembleia Legislativa

Murilo Bomfim, O Estado de S. Paulo

01 de abril de 2015 | 18h52

Cerca de 300 pessoas se reuniram nesta quarta-feira, das 14h às 17h, em frente ao edifício da Sala São Paulo, anexo à Secretaria de Cultura do Estado, para protestar contra o recente corte orçamentário da pasta. Entre as entidades envolvidas estavam a Cooperativa Paulista de Teatro (CPT, da capital e do interior, com sede em Campinas), Fórum do Litoral, Interior e Grande São Paulo, Fórum das Culturas Populares, além de outras instituições do interior do estado.

Pacífico, o ato teve manifestações culturais e uma série de discursos contra o retrocesso na cultura do estado de São Paulo. Entre as reclamações, o corte que, atingindo o ProAC, reduziu o número de funcionários e a programação do Museu Afro-Brasileiro, do MIS e da Pinacoteca, entre outros.

Com pouco tempo de protesto, um representante da secretaria informou que o secretário Marcelo Araújo receberia uma comissão de quatro pessoas, alegando que, por motivos de agenda, não poderia descer para conversar com os manifestantes. O grupo decidiu, via votação, que a conversa só aconteceria se todos pudessem participar. "Por que os outros compromissos do secretário são mais importantes que o nosso?", questionou um dos manifestantes.

Assim, dirigiram-se para a entrada do estacionamento da Sala São Paulo, em um cortejo que lembrou um bloco de carnaval. Com o apoio de um pequeno trio elétrico e alguns instrumentos musicais, cantavam "Povo paulista, por que estás tão triste? / Mas o que foi que te aconteceu? / É que a Cultura foi tão maltratada, tão sucateada que quase morreu" no ritmo da marchinha 'Jardineira'.

Após baterem nas portas do edifício por pouco mais de uma hora, pedindo que o secretário descesse para o diálogo, o grupo recebeu a notícia de que deputados estaduais se articulavam para protocolar um pedido de que Araújo compareça à Assembleia Legilsativa para um encontro com os manifestantes. Segundo a vice-presidente da CPT, Tiche Vianna, o encontro deve acontecer dentro de 15 dias, em uma sexta-feira.

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