Magiluth apresenta obra sobre protestos pelo mundo

Em 'O Ano em Que Sonhamos Perigosamente', grupo de Recife sintoniza os "sonhos emancipatórios", como Occupy Wall Street, Primavera Árabe e Revolução Laranja

Redação, O Estado de S. Paulo

20 de setembro de 2016 | 10h00

Nessa terça, 20, o grupo de recife Magiluth encena seu 'O Ano em Que Sonhamos Perigosamente', às 20h, no Itaúl Cultural. O oitavo trabalho do grupo do Recife reflete acumulações de 11 anos de trajetória – agora 12 – e a parabólica do momento político, as ocupações, os movimentos e a natureza das coisas.

A cena pode ser entendida como uma plataforma de ações performativas que se deixam ocupar/contaminar pela dança, pelo teatro, pela obra cinematográfica do grego Yorgos Lanthimos, pelo pensamento filosófico do esloveno Slavoj Žižek e do francês Gilles Deleuze, entre outras variantes.

Não se pretende um enredo, mas sensações e possibilidades de recepção a uma obra aberta a múltiplas interpretações. Seus artistas sinalizam com uma espécie de ensaio de resistência ético-estético- político. Pode-se fugir, esconder, confundir, sabotar, cortar caminho. Há, porém, a subjetividade e todas as suas nervuras e ramificações. 

Os chamados “sonhos emancipatórios” como Occupy Wall Street, Primavera Árabe e Revolução Laranja na Ucrânia, distintos nas expressões e questionamentos, reverberaram no Brasil de Junho de 2013. O espírito de época sintoniza ainda o Movimento Ocupe Estelita, na capital pernambucana, latente e pulsante nos corpos e discursos.

O Ano em Que Sonhamos Perigosamente. Itaú Cultural. Avenida Paulista, 149. Tel.: 2168 1777. Ter, 20, às 20h. Grátis.

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