THE NEW YORK TIMES
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Liz e sua lingerie fizeram história na puritana Hollywood

Bárbara Paz estreia no papel que foi de Elizabeth Taylor no cinema, a maior bilheteria do ano em 'Gata em Teto de Zinco Quente'

Luiz Carlos Merten, O Estado de S. Paulo

01 de maio de 2016 | 05h00

Em 1956, a jovem Elizabeth Taylor, aos 24 anos, era a mulher mais bela do mundo. E estava numa fase esplendorosa de sua carreira, tendo estrelado naquele ano Assim Caminha a Humanidade, o clássico de George Stevens sobre a formação do Texas. Contratada pelo diretor Richard Brooks, ela ia fazer Maggie, a Gata, na adaptação da peça de Tennessee Williams.

Quando Todd morreu num acidente aéreo, Brooks a liberou do compromisso, mas ela insistiu em filmar. Logo em seguida, ligou-se a Eddie Fisher e o episódio ganhou a mídia porque Liz ‘roubou’ o marido da amiga Debbie Reynolds. A essa altura, Gata em Teto de Zinco Quente já estava pronto e a Metro, que segurava o lançamento, temendo o público puritano, investiu na sensualidade da personagem como espelho da atriz. O resultado foi que, em 1958, Gata foi a maior bilheteria do ano.

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Tennessee Williams foi rei do realismo psicológico. Gay de carteirinha, expressou como ninguém os demônios das mulheres. Poesia e violência. Maggie, a Gata, amarga a rejeição do marido bêbado e impotente. Na peça, ele morre de tesão pelo amigo boleiro, Skipper. Na tela, a perna quebrada metaforiza a impotência. Mãezona enfia o dedo na cama e sentencia – os problemas dos casais se resolvem ali. É um grande texto. Mesmo que, no filme, o sexo tenha sido atenuado, Liz, com aquela combinação, e Paul Newman, como ‘Brick’, exalavam erotismo. Fizeram história em Hollywood.

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