Matt Sayles/ AP
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Letônia concede cidadania a lendário bailarino Baryshnikov

Desertou para o Canadá em 1974, depois se mudou para os EUA e entrou no Balé da Cidade de Nova York

Gederts Gelzis, Reuters

27 Abril 2017 | 19h17

A Letônia concedeu cidadania ao lendário bailarino Mikhail Baryshnikov, que partiu 50 anos atrás, quando o país báltico ainda vivia sob o regime soviético.

Baryshnikov, que nasceu em Riga de pais russos e está com 69 anos, terá dois passaportes, já que também é cidadão norte-americano.

"Quando recebi um convite do governo letão para aceitar uma cidadania honorária, meu coração acelerou", disse Baryshnikov durante uma cerimônia no Parlamento, onde recebeu o passaporte letão da vice-presidente da legislatura, Inese Libina-Egnere.

"Pensei em como seria maravilhoso voltar à (nação de) minha infância não mais como alguém de fora, mas como nativo, para visitar o túmulo de minha avó, para honrar todos que eu amava e respeitava quando criança... estou grato por isso".

Baryshnikov, considerado um dos maiores bailarinos da história ao lado de Vaslav Nijinsky, Rudolf Nureyev e Vladimir Vasiliev, deixou a terra-natal em 1964 e iniciou sua carreira na cidade então chamada de Leningrado.

Ele desertou para o Canadá em 1974, depois se mudou para os Estados Unidos e entrou no Balé da Cidade de Nova York.

"Minha infância em Riga não foi necessariamente fácil, como filho de pais russos", escreveu o artista em uma carta aos parlamentares antes da votação do Parlamento que aprovou sua cidadania.

"Meu pai estava posicionado na Letônia para ocupar a nação. Apesar desta circunstância dramática, desenvolvi uma conexão forte com o povo da Letônia", completou.

 

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