Federico Laitano/ EFE
Federico Laitano/ EFE

Julio Bocca sai da direção do Ballet do Uruguai porque precisa de mais tempo para si mesmo

Bailarino e coreógrafo argentino disse que se trata de 'uma transição que com o tempo iria ocorrer'

EFE

01 de setembro de 2017 | 16h33

O bailarino e coreógrafo argentino Julio Bocca explicou que sua renúncia em continuar na direção artística do Ballet Nacional do Uruguai deve-se ao fato de precisar de mais tempo para si mesmo e que deseja estar mais conectado com os bailarinos. “Preciso de algum tempo para mim, pessoalmente, creio estar feliz com a decisão que tomei. Estou muito bem, era algo do qual precisava”, disse Bocca em declaração à imprensa, durante a qual não aceitou que lhe fossem feias perguntas, depois que na quarta-feira, 30, começaram a circular nos meios de comunicação que ele decidira renunciar ao cargo.

O argentino comentou que sua intenção era comunicar primeiro sua decisão ao Conselho Diretivo do Serviço Oficial de Difusão, Rádio, Televisão e Espetáculos (Sodre), que administra os corpos artísticos do estado e às autoridades de Cultura e em seguida escolher seu substituto, mas que ao vazar para a imprensa a notícia de sua renúncia, decidiu apresentar-se para “esclarecer as mudanças”.

Bocca disse que se trata de “uma transição que com o tempo iria ocorrer”, e que é preciso continuar dando apoio ao Ballet.

O coreógrafo comentou que continuará como diretor artístico do Ballet uruguaio e que vai aproveitar seu tempo para estar mais conectado aos bailarinos, ter mais tempo na sala de ensaios, dar aulas e poder transmitir o que aprendeu.

O presidente do Conselho Diretor do Sodre, Doreen Javier Ibarra, disse na quarta-feira que no próximo ano Bocca passará a realizar “uma tarefa de professor residente ou de supervisor” do Ballet do Uruguai. Até o final do ano, Bocca explicou que continuará com as turnês nacionais e internacionais previstas.

Finalmente, pediu que sua renúncia “não se transforme em uma confusão, em mal-entendidos, comentários, intrigas”.

“Brigou ou não brigou? Não briguei com ninguém, ao contrário, tenho o apoio de toda a equipe que trabalha aqui. Temos que conduzir algo em comum e atual, principalmente porque temos turnês internacionais e é muito importante manter a imagem”, concluiu.

Bocca, nascido em 1967, assumiu em 2010 a direção artística do Ballet Nacional, convertendo sob o seu comando, o Uruguai em referência para o ballet na América Latina.

Em abril de 2016 anunciou que tiraria uma licença temporária e desde seu regresso, um mês depois, dividiu a direção artística do Ballet Nacional com a bailarina uruguaia Sofia Sajac. / TRADUÇÃO DE CLAUDIA BOZZO

 

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